Cursinho para Medicina: expectativas versus realidade

Cursinho para Medicina: expectativas versus realidade

Oficina do Estudante

28 de maio de 2019 | 14h51

“Estudando muito, minhas notas crescerão muito e, com isso, serei aprovado este ano”.

Provavelmente, é essa a síntese da expectativa dos alunos e alunas (e certamente de suas famílias) num ano de cursinho.

Mais notadamente, os vestibulandos e vestibulandas, quando fazem um cursinho para Medicina, constroem suas perspectivas em função dessa lógica.

Certamente, é em maio que essas expectativas começam a contrastar com a realidade.

Com o número de simulados realizados aumentando (e o cansaço também), os alunos percebem que, em algumas disciplinas, o aumento de rendimento nas provas não corresponde ao número de horas dedicado ao estudo.

Essa considerações assertivas são do professor Marcelo Pavani, diretor do Curso Pré-Vestibular da Oficina.

Além da análise, o especialista também indica o que fazer.

Sobretudo o que fazer.

Direção

Neste momento, é preciso ter em mente que a curva de aprendizado em cada uma das matérias, em função do tempo dedicado a aprender, não é linear.

Ao contrário, inicialmente, gasta-se um tempo enorme criando os alicerces conceituais que permitem o aprendizado.

Infelizmente, esses alicerces nem sempre são bem construídos no ensino básico.

Assim, o aluno que chega ao cursinho sente um déficit enorme em muitas disciplinas. Ele observa uma dificuldade bastante grande em conseguir pontuações significativas nos simulados. Principalmente no cursinho para medicina, isso é fundamental.

Assim sendo, qualquer tentativa de avançar nos estudos é impedida pela fragilidade das bases construídas até ali.

Dessa maneira, é preciso que o aluno faça um diagnóstico honesto sobre o ponto em que ele está na curva de aprendizado de cada uma das disciplinas.

Resiliência

Consequentemente, aquelas matérias em que ele se desenvolveu pouco durante o ensino básico representarão desafios maiores para ele no cursinho.

Alcançar o nível de domínio necessário para ser competitivo no vestibular (principalmente levando-se em consideração os cursos de alta demanda, como medicina) levará mais tempo nessas disciplinas.

Ao perceber isso, o mais precocemente possível, a ansiedade por resultados rápidos tende a diminuir e a conciliação entre expectativa e realidade se torna menos difícil e dolorosa. Para o aluno e aluna que procuram um cursinho para medicina, especialmente, controlar essa ansiedade é fundamental.

Cursinho para Medicina: expectativas versus realidade

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