Como fazer um plano de estudos em 4 passos

Como fazer um plano de estudos em 4 passos

Oficina do Estudante

21 de março de 2019 | 13h38

Como montar um plano de estudos

Vestibulandos em aula no Curso Pré-Vestibular da Oficina do Estudante

Qual é a maneira mais eficiente do aluno entrar no vestibular? Montar um plano de estudos.

Por quê? Porque quando você tem organização e periodicidade nas coisas, elas costumam funcionar melhor.

“Muita gente acha que passar no vestibular é só saber o conteúdo. Mas, não é. Existem três pilares que sustentam uma aprovação; o conteúdo em si, a estratégia que o aluno usa para obtê-lo e o aspecto emocional”, afirma o professor Luccas Zillig, orientador do Curso Pré-Vestibular da Oficina do Estudante.

E como montar esses pilares? Com um plano de estudos, porque ele contempla esses três aspectos: conteúdo (o que estudar), estratégia (como e quanto estudar) e emocional (orientação profissional e lazer).

Como montar um plano de estudos?

1-) Saber qual o curso e a faculdade em que você quer entrar

Por quê? Porque se você quer biologia na Unicamp, as matérias que você precisa estudar têm um peso diferente se você quiser engenharia na USP.

“Você tem que se atentar bastante ao seu curso e ao peso que a universidade dá para determinadas matérias desse curso específico; as que tem maior peso e as que tem menor peso. Outra coisa muito importante é listar as disciplinas que você tem dificuldade e que tem facilidade. E aí você monta o seu plano de estudos de acordo com o seu foco”, declara Zillig.

2-) Saber qual é o seu tempo líquido para estudar

Qual é o tempo de estudo que eu tenho por dia pra poder estudar?

E como fazer essa conta?

Simples!

Subtraia o tempo que você assiste às aulas, que faz os simulados, mais o tempo necessário para comer, dormir, tomar banho, usar o transporte e fazer as demais atividades cotidianas que lhe são necessárias. Quantas horas sobram?  E quais são elas especificamente? Das 14h às 22h? Das 8h às 12h? Seja específico.

“Não esqueça de incluir horário pra lazer. Os alunos não podem ficar sem fazer coisas que façam bem pra sua saúde mental. E têm que incluir boas noites de sono. Isso é fisiológico. Você precisa ter uma boa noite de sono pra armazenar, pra fixar na memória o que aprendeu”, ensina o orientador.

Vida social

O coordenador Luccas Zillig, do cursinho da Oficina do Estudante “Muito alunos acham que quando entram no cursinho precisam ser um robô. Não. É justamente isso que o vestibular atual não quer. Ele quer cada vez mais seres humanos pensantes. Tanto que a gente vê o nível de interdisciplinaridade e de criticidade que as provas abordam hoje em dia“, declara Zillig.

“O aluno precisa entender que o vestibular não é mais só decorar fórmula. E que pra isso, ele precisa desses momentos de lazer, de estar inserido no mundo. Porque estando inserido no mundo, ele vai pegar os conteúdos atuais e relacionar com o vestibular. E isso é estar estudando. Ele vai ao cinema e está estudando, vai a um parque, e está estudando”, acrescenta o especialista em vestibular.

“Quando a gente fala que vocês precisam viver o vestibular é isso. Vai sair? Tenta relacionar isso com alguma coisa, fazendo essa inter-relação de conteúdos estudados com o mundo. É um entendimento que você só vai ter inserido na vida social”, pontua.

3-) Saber qual é a melhor método de estudo que combina com você

Existem vários maneiras de estudar, mas nem todas funcionam pra todo mundo. Qual é o mais efetiva pra você? Tente vários métodos até descobrir o que melhor se encaixa a você. Aprende melhor fazendo resumos? Anotando? Lendo? Sozinho? Em grupo?

Simulados

Além disso, é imprescindível que o vestibulando faça simulados. “A importância do simulado é gigante, pra saber como será no dia da prova. Venha com roupas diferentes – um dia de camiseta, um dia de regata. Sinta o que é mais confortável pra você. Traga diferentes tipos de lanchinho e veja o que te deu mais energia, o que não te deu tanto pique. Você se sai melhor começando pelas questões que são mais fáceis pra você ou pelas mais difíceis? O que é mais efetivo pra você?”, questiona o professor.

“Tem que cuidar bastante dessa parte porque você não vai pra uma luta, pra uma guerra, sem estratégia”, complementa.

4-) Revise o plano

Um plano de estudos não dura mais que um mês. Por quê? Porque o aluno muda no processo do cursinho. Se ele tinha dificuldade em física – e com a aplicação do plano, superou essa dificuldade -, semana que vem serão outros desafios. Por isso, sempre que ele achar necessário, precisa rever o planejamento, ajustando-o às novas necessidades”, afirma Zillig.