Aula de inovação tecnológica/ robótica ensina controle de ansiedade

Aula de inovação tecnológica/ robótica ensina controle de ansiedade

Oficina do Estudante

12 de março de 2020 | 12h33

Robótica

Por Raquel Valli
imprensa@oficinadoestudante.com.br

Como ensinar controle de ansiedade a crianças de uma geração que está acostumada a ter tudo rápido? Como ensiná-las a controlar a angústia, se são nativos digitais, acostumados a zapear cotidianamente na internet? A resposta está muitas vezes na própria tecnologia – que é o que acontece nas aulas de robótica.

“Essa geração é a do tudo pronto. A geração do pra já. Mas, na aula de robótica, não é assim, porque você tem que construir um robô. Tem que aprender a trabalhar em equipe e a esperar o tempo do outro – porque cada um tem a sua função: não é todo mundo mexendo no robozinho. Um constrói, outro administra a caixa (de peças), outro faz a programação e o outro lidera o grupo. É como um sistema de engrenagens, em que tudo funciona”, afirma o matemático Felipe Cafolla, professor de Robótica na Oficina do Estudante.

No colégio, a disciplina é dada aos alunos dos ensinos Fundamental I e II, começando pelos do 1º ano (que têm de 5 a 6 anos de idade).

Sofia Veti da Cunha Mathias está no 7º ano e conta: “é difícil porque todo mundo é muito afobado hoje em dia. Só que com as aulas, a gente vai aprendendo. E, no segundo bimestre, todo já sabe como colocar as ideias. A gente coloca no papel, vai mostrando um pro outro e vai se adaptando”.

Esse tipo de aula é baseada no Conceito Steam (do inglês: Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática) – criado nos Estados Unidos.

E o intuito dessa metodologia é trabalhar todas essas cinco áreas junto com a cultura maker (o aprender fazendo).

Robótica

Na prática

Cada aula de robótica dura uma hora e meia. E sempre é temática. Trata de assuntos cotidianos, como, por exemplo, de um carro.

Primeiro, o professor explora o assunto com os alunos. Bate um papo, levantando  informações, como por exemplo: – o que é um carro? Qual é a função e a importância dele?

Na sequência, é hora de pôr a mão na massa: de montar o carrinho (com peças de montar, motorzinhos e sensores) e de programá-lo (fazê-lo andar, correr, parar tudo por algoritmos no notebook).

Por fim, é hora de compartilhar os robôs e partilhar as experiências entre os grupos.

O ensino da programação é crucial porque a maior parte das crianças de hoje vão exercer profissões que ainda não existem ou associadas às já existentes, como medicina, engenharia e áreas correlatas.

Cotidiano

As crianças aprendem ainda conceitos básicos de física, como velocidade média, força e aceleração – não apenas fazendo cálculos matemáticos, mas, sim, trabalhando-os no carrinho.

“Quando conheci a robótica, eu me apaixonei. Não consigo desvincular a robótica de uma sala de aula porque isso seria desvinculá-la do mundo. Ela está em todas as áreas. Não é mais o futuro. É o presente, que vai nos dar mais portfólio para o futuro. E a robótica é só o começo. Dar uma aula de robótica é dar uma aula de vivência pro aluno sobre vida real. E é muito, muito gratificante”, finaliza Cafolla.

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