A importância do brincar em um mundo cada vez mais eletrônico

A importância do brincar em um mundo cada vez mais eletrônico

Oficina do Estudante

29 de julho de 2019 | 10h50

A importância do brincar em um mundo cada vez mais eletrônico
A importância do brincar em um mundo cada vez mais eletrônico

Antes de tudo, é preciso saber que o brincar é uma das práticas mais importantes para o desenvolvimento infantil saudável.

No entanto, em uma época em que crianças são facilmente expostas aos eletrônicos, pais e colégios têm a responsabilidade de incentivá-las a esse respeito.

Para que você consiga incentivar o brincar dos seus filhos, não deixe de ler as dicas a seguir!

A importância do brincar

“Além de reorganizar e simbolizar as relações cotidianas (faz de conta), as crianças reorganizam suas vivências e pensamentos com o brincar”, afirma a coordenadora pedagógica Elaine Soares, da Oficina do Estudante.

“Além disso, exercitam a partilha, a interação e a empatia, aprendem regras, bem como a lidar com as frustrações”.

Assim sendo, os responsáveis pelos pequenos devem incentivar a brincadeira. Isto é, propor momentos lúdicos, diversificar os espaços e proporcionar contato com o meio ambiente.

Mundo virtual

Atualmente, e cada vez mais precocemente, as crianças têm sido expostas aos eletrônicos.

Dessa forma, ao contrário do brincar, geralmente feito coletivamente, ficam isoladas com seus tabletes e smartphones, uma vez que é fácil de manipular esses aparelhos.

Assim, ouvimos com frequência o adulto dizer: ‘Meu filho sabe mexer no celular melhor do que eu’, ou, “Eu não o ensinei a entrar neste aplicativo, e veja o que ele já faz?”.

No entanto, a especialista em educação infantil chama a atenção para essa postura aparentemente inofensiva.

“Nesta ilusão de que estamos frente a seres independentes, acabamos expondo as crianças a estímulos que ainda não são favoráveis aos pequenos (agilidade de informações, imediatismo, linguagem rápida e empobrecida), sem nenhuma análise criteriosa do conteúdo a que as mesmas estão expostas”.

Por consequência, muitos pais acabam sendo surpreendidos por vocabulários inadequados e informações fornecidas em momentos precoces. Afinal, é difícil de conseguirem acompanhar de modo eficiente aquilo que a criança tem acessado.

“Crianças muito quietas, na frente de aparelhos eletrônicos, não podem ser compreendidas como uma ‘folga’ para os adultos; certamente isso é um grande problema”, acrescenta Elaine.

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Zelo

“O que a criança precisa é de interação para desenvolver as suas linguagens e construir memórias”, declara.

O brincar é uma ação de aprender fazendo, sonhando, imaginando… Dessa forma, constrói bases para o desenvolvimento da estrutura de uma personalidade saudável.

“Por ser uma ação humana, temos que ter clareza que não é uma atividade inata, que exige mediação de pares e em especial do adulto, porque exige intencionalidade, planejamento”, ensina a coordenadora.

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Dicas

Elaine ainda dá dicas de opções que favorecem o convívio social.

Ao mesmo tempo, favorecem o desenvolvimento da coordenação motora, equilíbrio, noção espacial, entre outros, por meio do brincar.

“Jogos de tabuleiro, jogos de carta e estratégias são excelentes opções para garantir a interação, o desenvolvimento cognitivo a e diversão”, afirma.

Entre esses jogos, cita como exemplo:

– Banco Imobiliário,
– Batalha Naval,
– Cara a Cara,
– Dama,
– Imagem e Ação,
– Jogo da Velha
– Stop
– Uno.

Por fim, Elaine ainda cita a importância de resgatar brincadeiras tradicionais, que são uma excelente opção para estreitar os laços entre pais e filhos, conectando-os de modo prazeroso, envolvente e criativo:

– Amarelinha,
– Batata Quente
– Bolha de Sabão,
– Caça ao Tesouro,
– Dominó,
– Esconde-Esconde,
– Estátua,
– Mímica,
– Montagem de Cabana
– Passa Anel,
– Pipa,
– Pique-Bandeira,
– Pular Corda,
– Pular Elástico,
– Queimada,
– Teatro de sombras,
– Trava-Língua.

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