Leitura x Tecnologia: dicas práticas para o dia a dia

Leitura x Tecnologia: dicas práticas para o dia a dia

Escola Morumbi

03 Junho 2016 | 11h31

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Em nosso colégio as atividades de leitura em muitos casos são realizadas fora de sala de aula

 

A escola tem um importantíssimo papel na formação e educação das crianças, porém, os pais devem se conscientizar a respeito de sua participação.

O aprendizado continua em casa, e um ambiente propício deve ser disponibilizado pelos pais, o que pode inferir no controle do uso de novas tecnologias pelos filhos.
Hoje, a TV que um dia fora chamada de babá eletrônica, somou-se a videogames, computadores e celulares e se tornou uma aliada a distração das crianças.

A disponibilidade de uso contínuo destas tecnologias pode causar um vício nas crianças, levando-as a consumir somente produtos prontos.

Os principais problemas causados por estas condições são a falta de estímulo a criatividade, alienação, isolamento e o mais importante, a substituição de afazeres importantes, como o estudo.

Visto que reverter essa situação é muito difícil, vale destacar as dicas da nossa coordenadora pedagógica, Elizabete Duarte.

“Hoje, as tecnologias têm um grande peso, pois permitem às crianças entrarem em contato com coisas que de outra forma seria impossível”, diz a especialista. “Quantas não sabem como é o mar? Mas elas podem vê-lo na TV. Sem dúvida, isso não substitui a experiência de vê-lo e senti-lo concretamente, mas ajuda o público infantil a saber do que se refere. Isso acontece com muitos outros exemplos. Além, é claro, de a tecnologia ser um instrumento a mais que o docente pode contar em seu dia a dia, para tornar suas aulas mais diversificadas e atrativas.”

Segundo Elizabete, ter livros em casa, além de ler com os filhos ou para eles é importante para estimular o gosto por essa prática.

“Presenteá-los com livros e sugerir que presenteiem seus amigos e frequentar livrarias e revistarias também são atitudes estimulantes para criar o hábito da leitura entre as crianças”, diz.

Criando um ambiente favorável a outras atividades, está na hora de alcançar outro objetivo – o de quebrar vícios.

Se o seu filho tem algum vício por tecnologias, como o videogame, ele deve ser tratado de forma imediata, como aconselhou a psicóloga:

“Se o vício existe, há um sentido para isso”, diz Elizabete. “Se realmente a criança está viciada em videogame a ponto de atrapalhar sua vida, impedindo-a de fazer qualquer outra coisa, faz-se necessário que receba ajuda psicológica. No entanto, os pais também devem estar envolvidos nesse processo, porque, durante o trabalho psicoterápico, pode vir à tona o real conflito que ela enfrenta.”

Outro ponto importante no assunto tecnologia é que no decorrer dos últimos e dos próximos anos, ela será utilizada como mecanismo de aprendizado.

Ipad’s em sala de aula são um exemplo deste avanço, e é visto por como uma forma de estimular a criança a leitura, quando esta não apresenta muito interesse no livro físico em papel. Porém, o valor do tradicional não pode ser esquecido e desestimulado.

Como ressalta nossa coordenadora pedagógica, é importante alertar o pais a prestarem atenção no tempo dedicado ao uso de novas tecnologias e ao estudo.

O equilíbrio deve ser estabelecido, havendo um controle dos pais perante a situação.