Jogos contribuem para o aprendizado, mas é preciso ficar atento

Jogos contribuem para o aprendizado, mas é preciso ficar atento

Escola Morumbi

29 Setembro 2016 | 18h01

 

jogos

Explorar o interesse das crianças para construir o conhecimento é uma forma de transformar o aprendizado em um processo prazeroso a elas

O professor tem o desafio diário de transformar o aprendizado em algo lúdico, principalmente quando se trata de ensinar crianças pequenas.

Além de muita criatividade, o educador precisa de instrumentos capazes de suprir as necessidades pedagógicas dos alunos ao mesmo tempo que são atraentes para eles.

Uma dessas ferramentas são os jogos e brincadeiras.

Além de serem passatempos para as crianças, eles podem auxiliar no aprendizado e desenvolvimento.Fatores como respeito às regras, controle do tempo e estratégia proporcionam à criança o desafio de superar a si mesma e ao outro por meio do lazer.

De acordo com Luciana Dragva, professora do Grupo 4 da Educação Infantil no colégio Nossa Senhora do Morumbi, jogos educativos são uma forma de desenvolver o raciocínio, a interação, a concentração e a autoconfiança na criança. “São importantes por serem o meio do qual se parte do divertimento para chegar a aprendizagem”, afirma.

Esses benefícios valem tanto para jogos convencionais quanto para os eletrônicos, que unem tecnologia e educação para contribuir com o desenvolvimento da criança. Existem inclusive games educativos destinados especificamente ao aprendizado que possibilitam o elo entre o concreto e o abstrato.

Isso é importante principalmente para crianças muito pequenas, que ainda não conseguem abstrair o pensamento. “Brincar é a língua universal do mundo infantil, então às vezes o que não é inteligível por palavras pode ser alcançado por meio da tecnologia”, explica Luciana.

Os jogos devem ser escolhidos, de preferência, pela criança. “É preciso deixar que ela possa fazer escolhas próprias, encontrando aquilo que lhe agrada e lhe traga satisfação”, aponta a professora. Mesmo assim, deve haver um acompanhamento de um adulto nessa escolha, pensando no que é adequado à criança.

Pais e professores devem estar atentos para que o jogo não seja o principal nem o único recurso disponível, devendo ser uma ferramenta complementar ao aprendizado. Além disso, é preciso ficar alerta a outros fatores, como tempo de exposição ao jogo e a faixa etária dele.

A criança precisa ser monitorada em relação ao tempo de uso de eletrônicos.

“Quanto menor a criança, menos tempo diante de games, de modo que esse tempo não ultrapasse 2 horas por dia”, aconselha Luciana, Além disso, deve-se preservar o dobro ou mais dessas horas para serem dedicadas a brincadeiras convencionais.

A faixa etária do jogo deve ser adequada à idade da criança. Luciana Dragva alerta que antecipar fases, além de não contribuir com o aprendizado, atrapalha o desenvolvimento sócio-cognitivo da criança. “É dever dos pais e educadores estabelecerem limites saudáveis”, adverte.

Explorar o interesse das crianças para construir o conhecimento é uma forma de transformar o aprendizado em um processo prazeroso a elas. Se explorados da forma adequada, jogos e brincadeiras dos mais diversos tipos podem contribuir positivamente com o aprendizado dos pequenos.