Como estimular o estudo de matérias com as quais a criança não se identifica

Como estimular o estudo de matérias com as quais a criança não se identifica

Escola Morumbi

14 Abril 2016 | 14h49

A ideia é desperta a criatividade e novas vivências

A ideia é despertar a criatividade e novas vivências

 

Todos nós temos preferências, aptidões e tendências inatas. Uns se saem melhor em exatas, outros em humanas ou biológicas.

No entanto, um erro muito comum é criar uma certa resistência com as matérias que geram maior dificuldade, acreditando ser impossível melhorar o rendimento na área. Vale lembrar que, hoje, com o surgimento de novas profissões, as áreas do conhecimento aparecem mescladas. Por isso, é importante se dedicar a todas elas com o mesmo empenho.

Mas como estimular os filhos a estudarem mesmo as matérias em que eles parecem não gostar muito ou que não se saem tão bem? O primeiro passo é estimulá-los aos estudos e a fazer as tarefas de casa todos os dias. É assim que eles perceberão suas dificuldades e, com isso, poderão superá-las posteriormente.

Também é possível levar os filhos a museus e teatros para que garantam maior percepção da realidade e do mundo. Hoje, qualquer profissão exige criatividade. Daí a importância de frequentar esses lugares, ler livros, ir ao cinema. Assim, a criança desperta a criatividade e vivência.

Outro ponto muito importante é que a escola e os pais proporcionem aos filhos visitas a faculdades e encontros com profissionais. Aqui no Nossa Senhora do Morumbi, por exemplo, fazemos um trabalho de orientação profissional e um encontro com profissionais em que os pais, alunos, professores e profissionais participam. Nesse encontro acontece um debate sobre as profissões e o mercado de trabalho, o que facilita na hora da escolha profissional do aluno.

Também destaco que os pais não podem enfatizar nos filhos as dificuldades que tiverem  referente a alguma disciplina.

Primeiro, porque a forma que se aprende hoje é diferente da deles. Quando os pais aprendiam era algo mais decorado. Hoje, já se aprende de uma forma mais construtivista, em que os pais participam mais da construção desse conhecimento.

Com isso, se eles passarem as suas dificuldades às crianças, elas vão ver a disciplina com pré-conceito e, mesmo sem tentar, vão achar que não são capazes. Essas medidas e cuidados, aliados ao estímulo à percepção das disciplinas no cotidiano, costumam quebrar barreiras e tornar crianças e adolescentes muito mais abertos às áreas em que apresentam mais dificuldade.

Itamara Barra, Coordenadora Pedagógica do Ensino Fundamental I.  

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