Aprender uma nova língua

Aprender uma nova língua

Escola Morumbi

24 Novembro 2015 | 15h54

*Por Maria Teresa Sauer

O domínio de uma segunda língua (em especial o inglês) foi considerado, por muito tempo, um diferencial tanto no aspecto acadêmico, quanto no mercado de trabalho. Hoje, no entanto, essa é uma exigência essencial em qualquer currículo qualificado. Por esse motivo, tornou-se fundamental aprender a língua inglesa e, muitas vezes, até mesmo uma terceira língua, como o espanhol, por exemplo. Neste momento, o famoso Inglês intermediário não satisfaz a maioria dos empregadores, visto que a tecnologia coloca o funcionário em conferências on-line e, para tanto, é preciso fluência e, principalmente, ter conhecimento dos jargões da área. Além disso, a interação é em tempo real e, portanto, deve ser eficiente.

 

O aprendizado de um novo idioma é mais eficaz quando ocorre mais cedo. A criança consegue facilmente desenvolver mais de uma língua ao mesmo tempo. Quanto mais rápida a aquisição de línguas estrangeiras no cotidiano, mais fácil para a criança ter pertinência e fluência no idioma. É importante ressaltar que o aprendizado deve acontecer de modo agradável e nunca ser um sofrimento para os pequenos. Cada um tem seu ritmo e seu momento.

 

A tecnologia chegou com força total para que a língua estrangeira não fique restrita à sala da aula ou ao curso de idiomas. Quando um jovem se interessa por um assunto, ele mesmo procura conhecer, pesquisar e, portanto, adquirir mais facilmente a língua. Indo além, percebe-se na atualidade a escassez de artigos traduzidos, por exemplo, para o Português. Aliás, uma tradução leva tempo e, por vezes, a informação já fica desatualizada se houver à espera por ela. E observamos no cotidiano que já não há tradução para determinados vocábulos, o tempo urge e fica bem mais fácil fazer o uso do termo na própria língua. Os aplicativos também estão cada vez mais sofisticados e colaboram com a pronúncia, por exemplo, de imediato. Mas o interesse pelo assunto ainda é o fator mais preponderante para se buscar uma nova língua.

Em sala de aula, onde encontramos jovens em vários níveis, por exemplo, de Inglês, fica a cargo do professor efetivar um processo que agrade a todos. Processo difícil, mas não impossível. Um aluno com fluência em Inglês pode, por exemplo, fazer leituras no original exigidas em outra disciplina. A infinidade de recursos atuais incentiva e agrada os alunos, pois podem trabalhar com a aquisição de língua de modo dinâmico e agradável. Um aspecto importante é ter a certeza de que uma escola que não seja bilíngue tenha a missão de oferecer ao aluno a gramática, e interpretação de textos inclusive literários, perpassando por aspectos da cultura e motivando o jovem a buscar novidades e notícias . A oralidade, obviamente, necessita de um tratamento mais contínuo, uma verdadeira imersão na língua e é nesse momento que a presença de um curso de Inglês se faz necessário.

Importante ressaltar que a língua de um país traz a reboque a cultura e a história e são justamente esses fatores que acabam por influenciar o jovem a buscar tal língua. Hoje em dia, surgem línguas que já não estavam tão na ordem do dia justamente por causa dos interesses que permeiam as diferentes culturas. Os jovens estão buscando cada vez mais ampliarem seus horizontes acadêmicos e profissionais e, para tanto, dependendo do interesse em questão, a porta de entrada é a língua.

Ainda assim, o Inglês continua sendo o carro chefe da procura, visto ser uma língua com estruturas gramaticais fáceis. Encontrar um código que facilita as transações comerciais foi um dos motivos da ascensão da língua Inglesa.

*Coordenadora do Ensino Fundamental II no colégio Nossa Senhora do Morumbi

Nas escolas, onde encontramos jovens em vários níveis, fica a cargo do professor efetivar um processo de estudo que agrade a todos.

Nas escolas, onde encontramos jovens em vários níveis, fica a cargo do professor efetivar um processo de estudo que agrade a todos.