V – Vídeo Essay em Kellogg
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V – Vídeo Essay em Kellogg

Claudia Gonçalves

09 Outubro 2013 | 18h35

V – Video para Kellogg

 

 

Prezi,  vídeos, Powerpoint e muitos novos formatos estão em alta nos applications. Essa tendência se intensificou há uns três anos, quando mais escolas se juntaram à NYU para oferecer a oportunidade de que os candidatos se apresentassem de maneira criativa. NYU há muitos anos, em seu último essay pede que os candidatos se expressem livremente – pode ser qualquer coisa – atendendo a determinadas dimensões e atendendo algumas restrições, como  perecíveis, líquidos, vidro.

O IE há cerca de dois anos atrás também transformou seu application de maneira dramática, tornando-o mais espontâneo e multimídia. Há vantagens interessantes para esses processos menos tradicionais: permite que a escola veja os candidatos sob outros ângulos, tais como criatividade, valores, crenças, capacidade de comunicação. Além disso, por ser relativamente novo, não há na internet ou outras fontes, tanto material para ensinar como fazer – o que nesse momento garante a dianteira em termos de conseguir ver material original e certamente mais interessante do que os essays clássicos.

Além disso, seria estranho manter o mesmo método de seleção por tantas décadas, sendo que os avanços tecnológicos avançaram tanto e as novas gerações se comunicam melhor de novas maneiras. Longos essays e estruturas engessadas não estão mais alinhados com as novas gerações.

Para os candidatos, porém, estas novidades são motivo para insegurança. Para os que têm o inglês como segunda língua, a preocupação ainda é maior com o desempenho oral. IE, NYU, MIT, University of Texas, Yale e agora Kellogg oferecem a possibilidade de gravar vídeo e algumas delas outras mídias para livre expressão.

Kellogg é a primeira escola dentre as top 10 que tornou o vídeo obrigatório. No applicatoin há uma seção especial de video recording. Primeiro o candidato pode fazer um teste – tem 10 segundos para se preparar e 10 segundos para gravar. A instrução é simples: imagine que está conversando conosco, como com um amigo. “Queremos conhecer você e ver a pessoa que escreveu os essays e mandou todo o material. Queremos uma resposta espontânea.”

Passado o teste, vem o momento de gravar o material que o comitê assistirá. São até 3 possibilidades para fazer a gravação. Você receberá uma pergunta aleatória e terá 90s para se preparar para responder e outros 90s para gravar sua resposta.

Eu fiz minhas três tentativas para ter uma ideia do tipo de perguntas que podem aparecer. As minhas foram:

1 – What invention during your lifetime has had the biggest impact on you and why?

2 – If money were not a concern, what would you do?

3 – What is something you always wanted to try?

 

Achei relativamente fácil e fiquei entusiasmada em partir logo para a gravação. Obviamente queimei minha primeira tentativa, pois não gastei meus 90s preciosos estruturando minha resposta! Quando dei por mim, estava meio perdida na resposta. Então, decidi caprichar mais na preparação.

Minha estratégia de preparação foi a seguinte:

Escolhi 2 a 3 ideias e escolhi situações em minha vida que tinham relação com isso. Procurei falar rápido (sim! quando estrangeiros falam inglês devagar fica péssimo, a pronúncia piora) e não ficar ensaiando. Deixei as palavras-chave anotadas em letras gigantes em uma folha que afixei à minha frente, pra garantir que iria me lembrar das coisas mais importantes.

Outra boa ideia é pegar um monte dessas perguntas “papo cabeça” e treinar desenvolver conteúdo e vídeo para elas. O importante é se sentir seguro e à vontade para gravar.

 

 

 

 

 

 

 

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