Tradução de Documentos
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Tradução de Documentos

Paula Braga

05 de novembro de 2019 | 11h46

Para o estudante que vai fazer um curso de especialização, mestrado, ou doutorado no exterior, não é tarefa fácil saber a tradução de quais documentos vai precisar e como fazer essa tradução.  Por isso, pedi para a tradutora juramentada Cláudia Fleith dar algumas dicas sobre como funciona esse processo. Abaixo, vocês verão um resumo do que conversamos.

 

Para aplicar para a maioria das escolas no exterior, não é necessário que a tradução seja juramentada. Porém, quando você passar em alguma escola, daí sim você precisará enviar a tradução juramentada. Portanto, para evitar o retrabalho, a recomendação é fazer a tradução juramentada de uma vez. O tradutor público e intérprete comercial (tradutor juramentado) tem fé pública, ou seja, tem a presunção legal de autenticidade das traduções que faz.

É importante que o estudante esteja ciente de quem determina os documentos a serem traduzidos não é o país, mas sim a instituição a qual o estudante pretende frequentar. Sempre é a instituição que determina se os documentos precisam ser traduzidos com base no original, em cópia autenticada, ou em cópia simples.

Geralmente, a tradução é solicitada dos documentos que comprovem a formação do estudante. Abaixo alguns documentos frequentemente solicitados:

–              diploma do curso de graduação, de mestrado, de doutorado;

–              histórico escolar do curso de graduação, de mestrado, de doutorado;

–              certificado de conclusão do ensino médio;

–              histórico escolar do ensino médio;

–              ementa do curso.

O prazo para a realização das traduções é determinado pelo número de laudas a serem traduzidos.  Você negocia esse prazo diretamente com o profissional.  A lauda é um padrão estabelecido pela Junta Comercial do estado. No caso de São Paulo, a lauda corresponde a 1000 caracteres sem espaço do texto traduzido.  Há um preço tabelado que os tradutores cobram por lauda.

A recomendação é que o estudante faça as traduções com o máximo de antecedência possível para evitar qualquer imprevisto, como algum dado errado no documento, ou a falta de um reconhecimento de firma. Enquanto parte do processo de entrar em um mestrado/doutorado gera bastante desgaste (como a preparação para o GMAT/GRE/essays), realizar as traduções não precisa ser um bicho de 7 cabeças.  Tire essa parte do processo logo de suas pendências para focar energia onde precisa.

Vamos em frente 🙂

 

Claudia Fleith, tradutora juramentada (tradutora pública e intérprete comercial) de inglês matriculada na Junta Comercial do Estado de São Paulo sob o no 753, e também tradutora de francês. Formada em Tradução e Interpretação – graduação e ensino médio -, atua exclusivamente como tradutora há quase 40 anos.

Para maiores informações acesse o site www.claudiafleith.com.br

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