Quero prestar MBA ainda neste ano, mas ainda não tenho a nota do GMAT.  #comolidar

Quero prestar MBA ainda neste ano, mas ainda não tenho a nota do GMAT. #comolidar

Paula Braga

26 Setembro 2016 | 12h02

Decidir se quer ou não fazer um MBA fora do Brasil é uma questão que requer bastante reflexão. Vale a pena? Quando fazer? Como pagar? Como estudar?
Mas uma vez tomada essa decisão, daí ninguém segura. Quer dizer… ninguém com exceção do tão temido GMAT.

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O GMAT não coloca ninguém para dentro, mas sem ele você não tem nem direito de tentar.  É como se ele fosse uma carteira de motorista… ter uma não garante que você ganhará um carro, mas não ter é garantia de que você não ganhará.

Por isso a importância da tal provinha.
Algumas pessoas começam a estudar com até um ano de antecedência para a prova. Mas a grande maioria não se programa com tanta antecedência. E o que acaba ocorrendo é justamente o título do post: querer prestar o MBA neste ano, mas não contar com o GMAT.

Como proceder nesse caso?
Para a maioria das pessoas, o plano de ação adotado é entrar em pânico. Se esse é seu caso, não tema! Você está em ótima companhia. Porém, busque não dedicar mais do que uma semana a essa atividade. Em seguida, para tentar recuperar o tempo perdido, muitas pessoas abdicam de toda e qualquer atividade que não estudar para o GMAT, e dedicam-se exclusiva e compulsivamente a fazer os exercícios da prova.  Efeitos-colaterais comuns: stress nos relacionamentos, conversas monotemáticas e cansaço crônico.  Identificou-se?
Algumas pessoas têm sucesso com essa estratégia. Mas para muitas, qual não é o desespero quando, depois de doar sua vida para essa prova, perceber que não tem mais tempo hábil para fazer os outros pilares do application com qualidade (como os essays, cartas de recomendação, CV).

Portanto, vou sugerir uma estratégia diferente.  Não conseguiu o GMAT até agora? Segue seu novo plano de ação:

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1. Dedique um dia para sua auto-comiseração.
Reclame com a mulher, beba com os amigos, fique na cama tomando sorvete.  Seja o mais vítima que você possa ser, reclame o máximo que conseguir, pois um dia é tudo que você terá para isso.

 

2. Refaça seu plano de estudos.
– Qual a nova data de GMAT que já agendou? Quais os itens em que você deverá focar? Vale a pena contratar uma ajuda especializada para trazer uma nova perspectiva nesses exercícios?
– Baseado no contexto atual (que possivelmente é diferente do originalmente planejado, quando você já teria sua nota garantida) reveja os deadlines das faculdades.  Reveja inclusive as faculdades que você pretende prestar.  Se você já fez uma primeira prova e não tirou o GMAT ideal para aquela faculdade x, mas que serviria para aquela faculdade y, considere presta-la como forma de ter um plano B.  Conseguir já prestar uma faculdade ao menos ajuda inclusive gerar uma certa auto-confiança (tipo, “todo meu esforço não foi em vão.  Pelo menos já estou com uma “garantida”).

 

3. Não foque somente no GMAT.
Chega uma hora que o cérebro trava.  Que ele enjoa.  É que nem uma criança que não aguenta mais ver uma papinha de cenoura.  Chega uma hora que não adianta insistir no purê laranja, que você o máximo que você vai conseguir é ver ele arremessado nas paredes.  Alterne com uma maçãzinha.  Ou seja….cansou do GMAT? Respira, bebe uma água, e dá uma escrevidinha num essay, vai dar uma volta.  Preencha seu histórico profissional na ficha de inscrição.  Alterne os estímulos do seu cérebro e você verá que o processo ficará menos enfadonho e mais eficaz.  Além do mais, deixar para escrever os essays só depois do GMAT (nessa altura do campeonato) é garantia que você não terá tempo para entregar algo na melhor qualidade.  Portanto, vá escrevendo aos poucos, mas não deixe de escrever.

 

4.  Keep Calm and Study On.
Considerando que você vai prestar o second round, estamos falando em geral de prazos entre final de dezembro e inicio de janeiro.  Ou seja, não é muito tempo, mas é algum tempo. Há cursos online que duração de um mês, há aulas particulares/escolas que podem ajudar, há pelo menos 60 dias que você tem oportunidade de estudar.  Sessenta dias dedicados a fazer exercícios, analisar cuidadosamente seus erros, cronometrar suas respostas, entender o funcionamento da prova é um bom tanto.  O importante é ação consistente.  Veja bem, não ação ensandecida, mas consistente, contínua, permanente (e todos os outros sinônimos que você possa imaginar para isso).  Não adianta falar que ficou 2 semanas sem poder estudar porque estava num projeto num cliente/fechamento do mês/blablabla.  Isso sim é problema.  Se o MBA neste ano é sua prioridade, então vamos tratar os estudos como tal.  Sem desculpas.

 

Tenho plena consciência que nada do que foi escrito é uma novidade incrível para vocês.  Entendo que no final de tudo ler que não existe uma abordagem mágica para a questão do GMAT pode ser um pouco frustrante.  Mas, assim como o GMAT é uma prova de resistência, o estudo para ele é a mesma coisa.

 

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