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Quer “se vender” melhor? Ou ir bem na entrevista? Comece por aqui

Paula Braga

15 de abril de 2021 | 10h44

“Faça uma lista com as 10 pessoas mais importantes da sua vida.

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Em que lugar seu próprio nome apareceu?”

 

Esse exercício simples gerou uma profunda reflexão em minha cliente.

 

Realizar que ela mesma não estava em seu Top 10 a fez repensar sobre suas prioridades.

 

E, de repente, um processo de coaching que estava focado em melhorar suas habilidades comerciais, abriu espaço para uma linda jornada de autoconhecimento.

 

O que eu realmente gosto? Como gosto/quero dedicar meu tempo? Qual tipo de valor eu agrego quando apareço em um ambiente? Como sou percebida pelos outros? O que me faz feliz? O que realizar essas coisas me faz querer ajustar em relação a como estou levando minha vida? E como impacta o que quero no futuro?

 

O que eu acho lindo sobre o processo de coaching – e sobre qualquer processo de auto-desenvolvimento – é essa possiblidade de descoberta.

 

Por mais que o objetivo inicial seja tenha bordas bem definidas, são raríssimas as pessoas que saem “ilesas” de maior autoconhecimento.

 

E, no caso da minha cliente, ao se conhecer melhor, não só aumentamos a chance dela se sentir mais realizada, mas também aumentamos a probabilidade de ela encontrar o “jeitinho dela” de ser mais vendedora.

 

Eu mesma, quando fui contratada para área de vendas da P&G há duzentos anos atrás, entrei em um mini-pânico.  Eu era ZERO vendedora (no sentido tradicional da palavra, de 20 anos atrás).  Não gostava de negociar e muito menos queria convencer alguém a comprar algo que não queriam (fatores que depois descobri não terem nada a ver com ser um bom vendedor).

 

Eu nem entendia porque tinha sido contratada para tal função.  Mas, assim como ocorre com frequência, outras pessoas viam algo em mim que eu não via.  E, aos poucos fui entendendo que meu jeito – de escutar bastante e de tentar ajudar sempre – podia funcionar naquele contexto também.  E, assim, me  tornei o tipo de vendedora que levava bolinho de fubá para o comprador (alôooo, Genildo!) e dava carona para o gerente.  Porque, para mim, criar relações pessoais era algo que eu gostava.

 

Por isso, fica aqui o convite…independentemente se seu objetivo é se vender melhor, ter uma comunicação mais assertiva, falar sobre você numa entrevista de emprego ou MBA, ou se tornar um melhor líder, começar pelo autoconhecimento é sempre uma boa pedida 🙂

 

Tô certa ou tô muito certa?

 

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