F – Fazer mais com menos
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F – Fazer mais com menos

Claudia Gonçalves

25 Maio 2015 | 16h25

FAZER MAIS COM MENOS

A temporada de aplicações internacionais começou.  Aos poucos as escolas como Harvard, Stanford, MIT e Ross, dentre outras começam a divulgar as novidades do processo seletivo para MBA da temporada 2015-16.

As grandes tendências se mantêm: essays concisos, porém mais livres. Assim como nas empresas as pessoas têm que fazer mais com menos, nos applications também!  Temos que fazer mais impacto, transmitir originalidade e frescor de um texto autêntico em poucas palavras…

Algumas dicas pra ajudar:

Antes de qualquer coisa, CONHEÇA-SE!!!  Quem está escrevendo os essays? Quais são as coisas mais importantes sobre você? Mas não venha escrever o seu currículo em parágrafos. É diferente contar a sua história, quem você  é ou contar as coisas que fez…O que você fez está em seu CV, nas cartas de recomendação e extensamente descrito com riqueza de detalhes no formulário.

As perguntas aqui para os essays são outras: O que te move? O que é importante? Se você tivesse que se descrever em uma ou duas frases, o que diria? Então comece seus essays ‘deitando no divã’. Não tenha tanta pressa, pois é só depois que você se ‘espremer’ é que vai sair uma forma, um jeito de contar sua história e que vai ser a espinha dorsal de todo o seu processo.

Daí é transpirar esta essência para os essays, as cartas de recomendação e o CV. Se você sabe o que quer passar de mensagem para eles, fica mais fácil! Esqueça a era do impressionismo – nas décadas de 90 e início dos anos 2000, os candidatos desfilavam suas credenciais – fui primeiro nisto, segundo lugar naquilo, etc…claro que essas coisas são legais, mas mais legal ainda é saber por que você fez, qual era sua motivação. Enquanto conta a sua história, tente lembra-se de que está escrevendo para alguém. Conecte-se com o pessoal de admissões – imagine estas pessoas lendo milhares de essays, cansados, ou curiosos, ou entediados…depois leia seus essays e veja se gostou de ler. Se você mesmo não gostou, qual a chance dos outros gostarem?

Outra coisa importante, VOCÊ NÃO É ESPELHO! Nada de ficar se perguntando o que as escolas querem ouvir, o que as pessoas gostam de falar, o que faz os candidatos passarem. Cada um tem sua história e sua estória com as escolas de MBA. Quanto mais você ouve o que os outros fizeram, mais surdo vai ficando pra saber o que faz sentido para você. Você não é espelho para refletir uma imagem; mostre profundidade e originalidade – no sentido de ser autentico, mas do que no sentido de nunca ninguém ter vivido o que você viveu!

Finalmente, FAÇA A SUA PARTE. Faça a lição de casa de saber o que cada escola tem a te oferecer e entender o que você busca em cada uma delas. Converse com bastante gente, forme uma opinião.