Escrever-escrever….escrever-escrever…é o melhor para você crescer….
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Escrever-escrever….escrever-escrever…é o melhor para você crescer….

Paula Braga

05 de agosto de 2020 | 09h10

(Quem nasceu a partir dos anos 90 talvez não tenha pegado a referencia do título, que deveria ser entoado na cadencia do hit “Comer, comer”….mas isso não vem ao ponto….)

 

O objetivo desse texto é uma ode à escrita a partir de uma viagem no (meu) túnel do tempo.

 

Sempre amei colocar no papel meus pensamentos.

 

Na quarta série, recebi um prêmio de melhor redação por uma poesia que escrevi: Pássaro Preso.

 

Primeira Estrofe

“Pássaro preso

Pássaro meu

Digo com desprezo

Ele já morreu”

 

(Denso, né? Tendo uma filha de quase 3 anos, me pego pensando: será que daqui a 7 anos ela vai estar refletindo sobre a solidão onívora também?)

 

Já no ginásio (que hoje se chama alguma coisa que eu nunca sei o nome), eu era daquelas garotas tímidas que levava dentro da minha bolsa Santa Marinela uma agenda enooorme, lotada de clipes coloridos e recortes de revistas, cheia de confissões de adolescente.

 

No meu primeiro trabalho, como estagiaria de Marketing da P&G, eu adorava criar jingles imaginários para os produtos com que trabalhava.  Segue trecho inicial de minha homenagem ao Pepto Bismol, icônico remédio gastrointestinal:

 

“Da diarreia….

À indigestão…

Foi a buchada…

Foi o feijão….”

 

Não sei por que, mas meu jingle nunca foi usado.

 

De qualquer maneira, os anos foram se passando, e a escrita sempre esteve presente, de um jeito ou de outro.   Escrevendo cartas (e depois e-mails) para os amigos quando morei fora do Brasil.  Fazendo juras de amor ou pedindo desculpas para algum namorado. Redigindo uma recomendação para receber investimento em alguma iniciativa para Pampers.

 

A escrita foi sempre um espaço, muito individual, de reflexão, expressão e conexão.  Porém, de uns anos para cá, esse caráter solitário se transformou.  Como coach, meu papel é ajudar meus clientes a identificarem sua verdade, a enxergarem sua melhor versão e a se comunicarem de maneira que atinjam seus objetivos.  Essa comunicação pode ser verbal, corporal, e também escrita.

 

Não sou escritora, nem jornalista.  Mas, por um motivo ou outro, eu acabei me estabelecendo como uma pessoa que ajuda a outras a contarem suas histórias seja em entrevistas de emprego, em essays, em apresentações pessoais.

 

Mas nem tudo são flores.  Em alguns momentos, me peguei pensando: faz sentindo eu ficar corrigindo a pontuação de textos das pessoas?  Faz sentido eu revisar essays 10x?  Não deveria estar terceirizando esse tipo de atividade?

 

E, daí, no meio desse questionamento todo, aparece uma ex-cliente pedindo ajuda para redigir um projeto de educação de impacto social, visando uma bolsa de estudos em Harvard.  E outro cliente pedindo feedback em um texto para seu linkedin, visando solidificar seu reposicionamento como profissional.  E outro cliente pedindo ajuda no seu application para realizar o sonho de fazer um MBA internacional. E eu me derreto toda.

 

Ser lembrada sobre como a escrita viabiliza sonhos e promove crescimento me faz sentir novamente aquela emoção de ter um caderno novinho em folha.  E é essa possiblidade de construir novas histórias que motiva a continuar escrevendo.

 

E você, sobre o que gostaria de escrever hoje?

 

 

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