E – Estratégias para buscar oportunidades de emprego internacionais
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E – Estratégias para buscar oportunidades de emprego internacionais

Claudia Gonçalves

01 Outubro 2013 | 22h59

Duke finalmente conseguiu permissão do governo da China para oferecer um programa de mestrado em estudos de gestão de um ano (Master in Management Studies – MMS). O curso para recém formados será oferecido na Universidade Kunshan, uma joint venture entre Duke e Wuhan University. O campus está sendo construído, com a conclusão prevista para o verão de 2014 (junho – julho). A primeira turma terá entre 30 e 35 alunos entre chineses e internacionais e terá início em julho de 2014. O programa é bilíngue e começa em Durham, US. A equipe de carreira e recrutamento já está trabalhando para desenvolver relacionamentos corporativos na China e assim conectar os alunos com empregos. A flexibilidade do currículo permite que os alunos busquem oportunidades em diversos caminhos, tais como bancos, consultorias, e possibilidades menos tradicionais como esportes ou negócios globais.

Duke está em boa companhia em termos de escolas que estão saindo de seus campi para se aventurarem em outros territórios. Insead, Booth, Kellogg, Wharton, Columbia… Se por um lado essa globalização das escolas acompanha a tendência de globalização pela qual a economia vem passando nas últimas décadas, as escolas também buscam estar onde o dinheiro está e onde os alunos podem buscar empregos. Apenas fazer um MBA internacional não garante a carreira internacional. Essa boa porta de entrada funciona bem se for acompanhada de uma oferta de emprego internacional. Morar entre um e dois anos em uma região, entender melhor as características regionais ajuda na hora de fazer o debute internacional.

Com as crises indo e vindo em diferentes partes do globo desde 2008, os candidatos vão migrando também as suas regiões-alvo para seu MBA. Por exemplo, as aplicações para os Estados Unidos continuam crescendo – ainda que não tenham se recuperado totalmente – desde 2011, quando a economia por lá começou a esboçar sinais de recuperação. Na Europa, os candidatos internacionais ainda não se animaram a engrossar a lista das escolas europeias. Na Ásia, o número de aplicações também tem caído, junto com a projeção de crescimento da região. Em termos quantitativos, 51% dos candidatos fazem suas escolhas para qual escola aplicar de acordo com a região que gostariam de trabalhar após se formarem. Aqueles que vêm de países emergentes e estão formados há alguns anos agora também pensam em voltar para seus mercados, como por exemplo, os mercados emergentes, onde a economia está mais aquecida. Isso coloca mais um desafio para as escolas de MBA: ajudar seus ex-alunos a terem acesso a essas posições.

Voltar não é tão trivial. É um processo mais longo do que a expectativa pessoal gostaria – sim, pode levar entre 6 meses e um ano – e exige disciplina e resiliência. Refazer a network, entrevistar inúmeras vezes, ouvir muitos nãos e ainda assim persistir. Embora o início do processo possa ser feito à distância, em certo ponto deve-se arriscar e voltar para participar pessoalmente, sinal de compromisso e investimento na oportunidade.

Outra grande tendência é de combinar negócios com outras áreas que há duas décadas não tinham a ver com negócios. Saúde pública, Políticas públicas, medicina, direito e meio ambiente são algumas das áreas que se aproximaram de negócios. Além de abrir novos caminhos para administradores, também possibilita para pessoas vindas de outras carreiras que incorporem conhecimentos de gestão para aplicar em suas áreas.