E de escolhas difíceis
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E de escolhas difíceis

Claudia Gonçalves

20 Março 2015 | 18h23

Quanto mais escolhas temos, maior a nossa ansiedade e stress em tomar a decisão certa e maior a chance de ficarmos infelizes com nossa escolha, momento em que podemos tomar a perigosa rota para a insatisfação com a nossa escolha e idealização das oportunidades que deixamos para trás. Esse é o cenário que vivemos atualmente e se ficarmos muito na superfície, estaremos sempre a mercê da ansiedade! Para contornar os efeitos negativos da ampla oferta de possibilidades que temos hoje, um mergulho mais profundo em quem somos e o que queremos é o melhor guia para navegar com melhor chance de sucesso o mar de possibilidades diante de nós.

O mesmo quando temos que decidir sobre o MBA.  Em seu texto logo abaixo, Paula Braga aprofunda sobre como fazer as melhores escolhas.

Por Paula Braga:

MBA no Brasil ou no exterior?  Faço um MBA ou invisto em um negócio próprio?  Harvard ou Stanford?  Faço agora ou espero o dólar abaixar?  Será que o que eu não queria mesmo era um sabático?

Para a maioria das pessoas, essa fase pré-MBA é lotada de questionamentos.  E isso não é de se espantar afinal, trata-se de um investimento significativo de tempo, dinheiro e energia do candidato e das pessoas a seu redor.

Questionar-se é um processo natural e saudável.  O problema é quando esses questionamentos passam a ser fonte de ansiedade, frustração e insegurança.  O ciclo “não sei o que devo escolher – essas são minhas alternativas – prós e contras – ainda assim não sei o que escolher – pedir opinião – continuo não sabendo – preciso pensar/pesquisar mais” muitas vezes leva mais tempo do que gostaríamos.  E durante esse processo, o desgaste torna-se inevitável.

Ter dificuldade para tomar uma decisão dessas é normal.  O motivo para isso é que – em uma escolha difícil – não há uma resposta certa. 

Se eu oferecesse a uma pessoa que ama doces mas quer emagrecer duas alternativas:  na minha mão direita, um bolo de chocolate com zero calorias, na minha mão esquerda, o mesmo bolo com 1000 calorias, há claramente uma alternativa melhor.  Trata-se de uma escolha fácil.

O mesmo não ocorre quando falamos de escolhas difíceis.  Harvard talvez seja mais renomada em sua área de interesse, mas o investimento para FIA é bem menor.  Ficar próximo à família é ótimo (ou não!), mas morar no exterior proporciona uma vivencia única.  E por aí vai.  Em uma escolha difícil, uma alternativa pode ser melhor em um quesito, a outra melhor em outro critério, e nenhuma das alternativas é claramente melhor que a outra.

Então, como proceder?

Em primeiro lugar, assumir para si mesmo que não há uma decisão correta.  E, em vez de enxergar isso como um problema, ver esse fato como a dádiva que ele realmente é.

Se houvesse uma decisão claramente melhor que a outra você, ser racional que é, se sentiria compelido a selecionar essa.  Seu caminho já estaria traçado.

Como isso não existe em relação a escolhas difíceis, esse é o momento que você pode exercer uma outra característica sua: seu livre arbítrio.

São justamente nas situações de escolhas difíceis que temos a oportunidade de confirmar e exercer nossa individualidade.  São nessas situações que definimos o tipo de pessoa que somos e que queremos ser.

Você pode ser o tipo de pessoa que prefere fazer o curso X porque ele fica em uma cidade que sempre sonhou em morar.  Ou pode ser o tipo de pessoa que prefere fazer um mestrado no Brasil ao mesmo tempo que abre uma franquia de sorvetes.   As alternativas são infinitas.

Num espaço onde não há uma decisão clara a ser tomada, você tem a liberdade de viver a história que faz sentido para quem você é e para o tipo de pessoa que quer ser.  

Então, na próxima vez em que se deparar com uma escolha difícil, reflita sobre o tipo de pessoa que quer ser e, ao tomar uma decisão, se torne essa pessoa.

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