De Stanford para vida
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De Stanford para vida

Paula Braga

01 de agosto de 2022 | 11h04

Como todo mundo que já prestou ou cogita prestar um MBA internacional sabe, o essay mais complicado de se escrever é o de Stanford.

Sua pergunta “O que importa mais e por quê?” requer uma reflexão que dificilmente vem naturalmente.

O que importa mais para você?  E por quê?

Ao me preparar para discutir esse questionamento com uma cliente, me peguei refletindo sobre o que importa para mais para mim.

Seria família?  Ajudar pessoas a serem mais realizadas?  Ser feliz?  Melhorar o mundo?

Todas as hipóteses acima são válidas….e altamente genéricas.  Quem não quer ajudar ao próximo? Quem não sonha em deixar um mundo melhor?

O risco da gente tentar responder essa pergunta de maneira racional (ou até emocional) é cair em clichês.

Que fazer, então?

Minha proposta é que, em vez de tentar pensar sobre o que importa mais para você, você mergulhe no que foi a sua vida até o momento.  Mais especificamente, a ideia é fazer uma linha do tempo, desde pequenininho, anotando os momentos mais marcantes. Os bons, os doloridos, os de maior orgulho, os que te mudaram como pessoa, etc.

Uma vez feita a lista, vamos identificar padrões. O que está por trás desses melhores momentos? Busca pelo novo? Coragem? Pensar no coletivo? Que lições você tirou dessas situações? Como esses aprendizados impactam suas decisões hoje pessoal e profissionalmente?

Esse exercício não tem pretensão de trazer “a verdade” sobre o que importa mais para você mas é uma forma prática de, a partir de suas ações, analisar o que te mobilizou ao longo dos anos.

E, independentemente, de você querer prestar Stanford ou não, ter clareza sobre que valores te movem, é sempre válido.

“Válido por quê? ”, você pode estar se perguntando.

Porque, na dúvida sobre como agir ou sobre que decisão tomar, entender qual alternativa está mais alinhada com o tipo de pessoa que você é (ou busca ser) é uma excelente bússola.

Por isso, apesar de para candidatos para MBA essa pergunta ser fonte de grande dor de cabeça, para nós, reles mortais, ela pode ser uma interessante ferramenta de autoconhecimento.

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