C – Corrupção 101
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C – Corrupção 101

Claudia Gonçalves

16 Outubro 2013 | 10h07

MBAs Ganham Novo Curso para Aprender a Combater Suborno


Uma iniciativa das Nações Unidas, The Principles for Responsible Management Education (PRME), em tradução livre ‘Princípios para Educação em Gestão Responsável’ pode dar aos alunos de MBA uma primeira chance de aprender a lidar e combater a corrupção.  Essa foi uma decisão tomada recentemente, em 25 de setembro, em sua quinta reunião anual em Bled, Slovenia.

O conjunto de ferramentas pode tanto ser oferecido em uma disciplina  como fazer parte de um conjunto de disciplinas. O PRME decidiu criar esse material para alunos de MBA pois estes estarão na liderança de empresas que terão que combater corrupção, conforme explica Matthias Kleinhempel, diretor do Centro de Governança e Transparência da IAE Escola de Negócios na Argentina e coordenador do Grupo de Trabalho anti-corrupção do PRME.

Escolas de negócios de todas as partes do mundo se inscreveram para o programa piloto desse currículo, mas é somente no ano que vem que esse curso será mais amplamente distribuído nas escolas de MBA. Atualmente, são 500 as escolas que se inscreveram para o piloto.  Kleinhempel afirma que o currículo será constantemente atualizado para refletir tendências e pesquisas.

O projeto está sendo financiado pela Siemens Integrity Initiative, em tradução livre – Iniciativa para Integridade Siemens – e foi organizado pelo conglomerado como parte de um acordo com o World Bank em 2009 para amarrar um acordo sobre acusações de que o grupo teria gasto mais de US$ 1 bilhão em propinas e subornos para ganhar contratos.  A iniciativa prove mais de US$ 100 milhões para projetos que combatem fraudes através de ações coletivas, educação ou treinamentos. Em 2014 o grupo planeja divulgar o currículo e estimular o aprofundamento e desenvolvimento do curso, que pode ser ampliado para alcançar estudantes de administração ou cursos relacionados a negócios, ainda na graduação.

O currículo anticorrupção inclui estudo de caso e materiais de leitura que gravitam em torno de conflitos de interesses, dilemas éticos, padrões internacionais, e necessidade de transparência.  Columbia, Duke e Babson já usam uma parte do pacote, o Giving Voice to Values (Dando Voz aos Valores), currículo sobre ética de autoria de Mary Gentile, pesquisadora de Babson.

Muito embora a corrupção faça parte dos negócios em todo o mundo, em alguns lugares ela é massiva e alarmante. Sem duvida, ter ferramentas para mitigar e combater a corrupção pode ser um bom começo.  Precisamos lidar com estas questões difíceis; não podemos apenas nos abster e nos recusarmos a lidar com isso. Simplesmente dizer “eu não faço parte disso” não é suficiente para combater corrupção e suborno. Ter ferramentas adequadas pode engrossar  a legião daqueles  que de alguma forma podem  passar a agir para combater a corrupção.

 

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