Balanço semestral (uma reflexão sobre como não tá bom não)
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Balanço semestral (uma reflexão sobre como não tá bom não)

Paula Braga

13 de junho de 2022 | 11h54

Recentemente fui impactada por uma série de postagens do instagram com o chamado “Já se passaram 6 meses, mostre 1 foto de cada mês”.  E lá eu via um rol de imagens bonitas, selecionadas com a devida curadoria que o instagram mobiliza.

Apesar do prazer de dar aquela “espiadinha” na vida alheia, a parte que mais me pegou dessa publicação foi a parte do “já se passaram 6 meses”.  É chover no molhado, mas não deixo de me surpreender com a rapidez que o tempo está passando.  O que me leva automaticamente à segunda reflexão de “que raios eu fiz com esses meses”.

Pensando nisso, fiz abaixo um breve resumo do que me saltou à mente.

Balanço Semestral

– 800 horas de atendimento para +60 pessoas

– 2 Rios de Janeiro, 1 Bahia

– 1 fortuna gasta na reforma de minha casa

– 1 ciso arrancado

– 2kg perdidos, 2kg devidamente achados

– 2 COVIDs

– 0 cursos feitos (conforme planejado) e apenas 1 mísero artigo escrito

Em suma, algumas coisas boas, algumas ruins, algumas frustrantes.  Algumas alinhadas com minhas expectativas, outras nem tanto.  O que me surpreendeu dessa listinha, porém, foi a irritação que eu fiquei ao realizar minha baixa frequência de escrita.

Eu sempre gostei de escrever.  Eu escrevo no meu dia-a-dia e também ajudo meus clientes no processo de colocarem suas histórias no papel (seja via currículo, essays, apresentações pessoais).  Esse meu prazer pela escrita inclusive me possibilitou ter um blog no Estadão.  No qual. Eu só. Escrevi. Uma vez. Neste semestre.

Estou me sabatinando publicamente como forma de criar certa vergonha na cara e passar a escrever com a frequência devida: quinzenal.

E por que raios estou me expondo dessa maneira? Eu poderia simplesmente passar a escrever e pronto, não é mesmo?

Concordo que seria ótimo. Mais prático, menos vergonhoso.  O problema é que essa estratégia não vem funcionando.  Daí a necessidade de adotar meios mais radicais.  E, do que eu conheço e pratico, nada funciona melhor para criar um comportamento novo do que o compromisso com uma outra pessoa.  Daí a importância dos personal trainers, dos nutricionistas, dos coaches, etc.

Se comprometer com uma outra pessoa muda o jogo.  Se eu prometo a mim mesma que vou passar a madrugar para fazer parte do “Clube das 5am”, a chance de eu dormir só mais 5 (10, 15…) minutinhos é 90%.  Agora, se eu prometer para uma amiga/cliente/terapeuta que às 5am vamos nos encontrar, a chance de eu furar é zero.

Por isso, escrevo esse texto.  É o texto mais inspirado do mundo? Não é.  Tem a mais alta qualidade ortográfica? Também não.  Mas é o que deu, é o que saiu para me tirar dessa inércia.  Afinal, feito melhor do que perfeito, não é mesmo?

Então para concluir:

  • Venho por meio deste me comprometer a voltar a escrever textos quinzenais no Estadão
  • Convido cada um de vocês a, após fazer seu balanço semestral, refletir: que área da minha vida eu quero mudar REAL a partir desse segundo semestre? E que estrutura de suporte vou criar (vulgo quem vai me cobrar) para garantir que eu não burle meus objetivos como venho fazendo?

Tamo junto?

 

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