A difícil arte de decidir
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A difícil arte de decidir

Paula Braga

10 Julho 2018 | 15h50

Fazer ou não fazer seu MBA?

Aceitar aquela oferta de emprego ou continuar onde está?

Casar ou comprar uma bicicleta?

 

Eu tenho uma confissão a fazer: eu odeio tomar decisões.  Não estou falando daquelas decisões do dia-a-dia (do tipo, o que comer, que roupa vestir, carro ou uber), mas sim daquelas decisões que envolvem outras pessoas.  Que ao decidir por um lado, posso magoar/decepcionar/irritar alguém.  E ao decidir por outro, posso causar tudo isso a outra pessoa, inclusive a mim mesma.  Tomar uma decisão onde não há uma resposta clara já é algo difícil.  Mas para mim, coach, que teoricamente tem a vida sob controle e que tem paz de espírito para lidar com o que for, torna-se ainda mais “pior de ruim”.

 

A maneira como geralmente  abordo decisões difíceis é sofreeeendo. Sofrendo muito, muito mesmo, pensando em todos os 15 lados da moeda, analisando diversos cenários, colocando-me no lugar das pessoas afetadas, ficando ainda mais indecisa/confusa.  Às vezes é um saco ter muita empatia.  Seria muito mais simples decidir o que é melhor para mim e pronto.  Mas não dá para nascer de novo, né (até onde eu sei, pelo menos)?

 

Um antigo coach meu, sempre quando eu estava sofrendo para tomar uma decisão, dizia : “Paula, você está em processo. Veja que belo isso”.  Eu queria matar ele.  Não queria estar “em processo”.  Queria estar “em resolução”.

 

Minha intenção com o texto de hoje é ajuda-lo nesse processo de tomada de decisões.  Porque, ainda que eu entenda que há momentos em que precisamos estar “em processo”, dá um baita alivio chegar a uma conclusão.  Afinal, uma decisão só é difícil até você tomá-la.

Então o que você pode aprender com suas dúvidas?

As perguntas abaixo podem ajudar:

 

O que você ganha ficando em dúvida?

O que você ganha não tomando uma decisão?

 

Se a sua resposta mais imediata foi “nada”, vamos com calma.  Isso é simplista demais.  E também não é verdade.  Ao evitar tomar uma decisão, você evita conflitos.  Você evita tomar uma decisão errada.  Você evita se arriscar.  Você evita ser julgado.

 

Ou seja, há benefícios claros que explicam o por quê desse comportamento. O problema é que, apesar desses benefícios, esse jeito de ser tem um custo.  Que é o de atrapalhar o fluxo da vida.  Eu, por exemplo, quando não consigo decidir algo, continuo pensando obsessivamente sobre o assunto e não aproveito as outras coisas ao meu redor.  Você também é assim?

Então o que fazer?

Reconhecemos que há benefícios sobre ficar com dúvidas.  Reconhecemos que há custos sobre isso também.  O que temos de nos perguntar é com o quê estamos comprometidos.  Independente dos prós e contras, com o que você realmente se importa?  Pelo que você realmente está disposto a brigar. Com o que está disposto a se comprometer?  E, com base nesse comprometimento, qual decisão a ser tomada de maneira que seus valores e suas decisões estejam alinhados?

 

Ajudou?

 

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