Marista Glória promove projeto que possibilita a vivência dos esportes paralímpicos

Marista Glória promove projeto que possibilita a vivência dos esportes paralímpicos

Colégio Marista Glória

30 de agosto de 2021 | 15h04

Alunos do Colégio Marista Glória sentem, na prática, como é o esporte para os paratletas

Começou na última terça-feira, 24 de agosto, os Jogos Paralímpicos de Tóquio. Serão 13 dias em que atletas do mundo inteiro disputarão medalhas em 22 modalidades. As competições acontecem até o dia 05 de setembro e essa é a primeira vez que os jogos paralímpicos ocorrem nas mesmas arenas onde os eventos dos jogos olímpicos foram realizados.

São 22 modalidades em disputa, divididas em diversas classes funcionais. Cada modalidade tem sua própria estrutura de classificação, englobando siglas referenciando os esportes ou as deficiências e números que indicam o grau de comprometimento dos respectivos atletas. São elas: atletismo, badminton, basquete em cadeira de rodas, bocha, canoagem, ciclismo de pista, ciclismo de estrada, esgrima em cadeira de rodas, futebol de 5, goalball, halterofilismo, hipismo, judô, natação, remo, rúgbi em cadeira de rodas, taekwondo, tênis de mesa, tiro esportivo, tiro com arco, triatlo e vôlei sentado.

Os alunos dos 6º e 9º anos do Ensino Fundamental, sob responsabilidade dos professores de Educação Física, Nicole Kurtz Alonso e Maurício Segatto Lourenço, do Colégio Marista Glória, estão participando de um projeto que promove a vivencia em algumas modalidades paralímpicas.

Além de pesquisar sobre a origem, os esportes praticados e as regras das Paralimpíadas, os alunos estão tendo aulas práticas de vôlei sentado, futebol de 5, basquete em cadeira de rodas, goalball e de atletismo (com vendas).

“É muito importante que eles não fiquem apenas na teoria e vivenciem a garra e as dificuldades das pessoas com deficiência na prática esportiva. As atividades permitem aos alunos ter discernimento para compreender melhor sobre respeito, empatia e acessibilidade”, explica o professor Maurício Segatto Lourenço.

Nicole e Maurício pretendem, ainda, levar uma equipe de basquete em cadeira de rodas e do vôlei para surdas para que possam interagir com os estudantes, respeitando os protocolos de combate à Covid-19.

“Além disso, vamos tentar promover, mesmo que de forma online alguns bate papos entre os alunos e atletas com deficiência. Entendemos que é uma forma dos jovens compreenderem que é possível essa inclusão social. Plantamos uma semente para ocorra maior engajamento e interesse aos esportes paralímpicos”, afirma Nicole Kurtz.

A Paralimpíada de Tóquio conta com cerca de 4,3 mil atletas de 165 países. A delegação brasileira será composta por 259 atletas. São 163 homens e 96 mulheres. Entre elas e eles estão atletas sem deficiência como guias, calheiros, goleiros e timoneiro, considerados os olhos, ouvidos e mãos dos paratletas.

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