Marista Glória arrecada caixas de leite para revestir casas de pessoas em vulnerabilidade social

Marista Glória arrecada caixas de leite para revestir casas de pessoas em vulnerabilidade social

Colégio Marista Glória

21 de outubro de 2021 | 16h50

Alunos do Glória apoiam a iniciativa que usa placas feitas pela junção de embalagens longa vida para reforçar o revestimento interno de casas

Uma turma de alunos do 4º ano do Ensino Fundamental do Colégio Marista Glória está arrecadando caixas de leite para o revestimento de casas e produção de mantas térmicas, visando atender diversas comunidades em situação de vulnerabilidade.

O objetivo dos estudantes é buscar soluções sustentáveis para resolver o problema e levar conforto às famílias necessitadas. Com isso, os alunos descobriram uma iniciativa que usa placas feitas pela junção de embalagens longa vida para reforçar o revestimento interno de casas e protegê-las do frio.

Esta mesma turma de alunos, em campanha durante o inverno, arrecadou 70 cobertores entregues às pessoas em situação de rua, no centro de São Paulo (SP) e indígenas da tribo Tacuatá, localizada na cidade de Iguape (SP). As ações foram realizadas com o apoio da ONG “Arca de Noé”.

O trabalho foi orientado pela professora Márcia Helena de Souza Araújo e faz parte do desenvolvimento do Projeto de Intervenção Social (PIS) da turma, uma prática pedagógica Marista que promove o diálogo e o protagonismo, permitindo entender as necessidades humanas e sociais, questioná-las e traçar caminhos para enfrentar as problematizações contemporâneas.

As embalagens longa vida, usadas para a comercialização de leites, sucos, entre outros produtos, são formadas por camadas de papel cartão, polietileno e alumínio. Esses materiais criam uma estrutura resistente e uma barreira eficaz contra a entrada de luz, ar, água e microrganismos. A estrutura de papel cartão garante um revestimento sólido, que não se deforma, as camadas de plástico impermeabilizam e a proteção térmica decorre das camadas de alumínio.

“As crianças estão conversando em todas as salas de aula do colégio para explicar os efeitos práticos das embalagens, sobre a importância da higienização das caixas que serão doadas, além de dividir com os colegas como funciona o processo de revestimento do teto ou das paredes das casas”, explica a professora Márcia Helena.

No Brasil, ocorre um aumento constante da reciclagem dessas embalagens devido à expansão das iniciativas de coleta seletiva com a organização de municípios, cooperativas, ONGs e das comunidades para o desenvolvimento de novos processos tecnológicos. O percentual de embalagens longa vida recicladas no país em 2020, foi 42,7%.

Tampinhas

Com a arrecadação das embalagens longa vida, os alunos acabaram tendo que separar também muitas tampinhas.  As doações são encaminhadas ao programa Tampinha Legal, considerado o maior programa socioambiental de caráter educativo em economia circular de iniciativa da indústria de transformação do plástico da América Latina.

Lançado em 2016 na segunda edição do Congresso Brasileiro do Plástico (CBP), o programa propõe ações modificadoras de comportamento de massa por meio do fomento e do incentivo à coleta de tampas de plástico.

As tampinhas arrecadadas pelos estudantes servirão ao “Instituto Jundiaiense Luiz Braille de Assistência ao Deficiente da Visão”, localizado em Jundiaí, interior de São Paulo, que aderiu ao programa Tampinha Legal. A entidade, referência em reabilitação de pessoas com deficiência visual e atendimento oftalmológico, oferece atendimento gratuito, sendo beneficiada com recursos vindos da arrecadação das tampinhas.

“A verba é aplicada em projetos mantidos pelo Braille, em especial, as terapias realizadas na reabilitação, que hoje atendem mais de 100 assistidos”, revela a professora Márcia Helena.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.