Como promover um bom acolhimento das crianças na escola neste novo ano letivo

Como promover um bom acolhimento das crianças na escola neste novo ano letivo

Colégio Marista Glória

22 de fevereiro de 2019 | 11h34

Por Cláudia Ayres Paschoalin *

O processo de acolhimento das crianças no ambiente escolar envolve todos que a cercam: pais, familiares, professores e gestores da instituição de ensino. Cabe à escola estar preparada para acolher os alunos na sua diversidade – alguns mais seguros, outros receosos ou temerosos – com profissionais sempre disponíveis e atentos para acalmar os choros das crianças (que surgirão, é normal) e a ansiedade das famílias. Esse é um momento delicado na rotina do educando e que pode ser favorecido por uma flexibilidade no tempo de permanência da criança no colégio nos primeiros dias; pela abertura para um familiar permanecer na escola; e, se necessário, também na sala de aula, considerando que cada criança tem seu tempo e que merece ser acolhida nesse processo com paciência e carinho.

A ida à escola é um acontecimento que faz parte da vida de todos, portanto deve ser encarada como uma etapa sequencial do amadurecimento da criança. Quanto à família, é possível sim ajudar a criança nesse processo tão essencial para todo o ano letivo, tratando-o da forma mais normal possível. A criança deve entender que ir para escola é bom, e que faz parte de uma etapa fundamental para o seu crescimento. O melhor estímulo para a criança querer ir para a escola, quando bem conduzido, é própria relação dela com as pessoas no ambiente escolar. Nesse ambiente ela conhece e convive com seus pares, brinca, aprende, aprende brincando, recebe afeto, orientações, acolhimento, amplia seu mundo e suas relações com a segurança de poder errar, repensar e corrigir seus atos, pois tem a mediação dos professores como suporte e principal referência.

Vale lembrar que também é preciso ser verdadeiro com a criança, por menor que ela seja, e evitar mentiras com relação ao seu tempo de permanência no colégio. A ida à escola será uma rotina diária, não é “só uma vez”. A frequência e a pontualidade no horário da saída são essenciais para a criação dessa rotina e, por consequência, da segurança frente ao distanciamento entre pais e filhos nesse período. Trata-se de um momento em que existe uma separação da família, mas que essa separação é saudável e mobilizadora de reencontros animados e cheios de novidades. Atitudes como levar a criança para conhecer a escola previamente e conversas sobre como ela funciona podem ajudar deixar isso mais claro.

Mas os pais devem ter clareza na forma como concebem a educação de seus filhos, quais são suas convicções, crenças e expectativas. A confiança na opção feita no momento da escolha de uma escola é imprescindível para promover um acolhimento que favoreça adaptação da criança neste local. Essa segurança será transmitida à criança e o processo de adaptação tenderá a ser tranquilo. A criança lê os pais com muita facilidade e percebe quando há receio ou medo de deixá-la no novo espaço. A transparência nas relações entre escola e família também é necessária. Ambas têm como maior bem a educação das crianças, cada uma dentro das suas especificidades, por isso, a parceria nas relações é fundamental.

A menor distância entre dois pontos é sempre uma linha reta, assim se precisa compreender e realizar a comunicação entre esses dois núcleos essenciais na formação infantil. Além disso, o espaço físico do colégio também conta muito em sua adaptação. A aprendizagem acontece em diversos ambientes, não somente nas salas de aula. Escolas com infraestrutura diversificada (parques, laboratórios, bibliotecas, áreas para prática esportiva, horta, ateliês da arte e música) mobilizam o ensino por meio de diferentes linguagens e desenvolvem diversas habilidades cognitivas e não cognitivas (sócio-emocionais).

* Especialista em Educação Infantil, Cláudia Ayres Paschoalin é coordenadora psicopedagógica desta área no Colégio Marista Glória

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