Um Colégio laico

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Breno Lerner e Ali Hussein EL Zoghbi debatem com alunos do Ensino Fundamental II as tradições judaicas e islâmicas

COLÉGIO MAGNO/MÁGICO DE OZ

06 Novembro 2015 | 11h53

Um Colégio laico de portas abertas para a informação. Para entender o que há por trás da intolerância religiosa no mundo, os alunos do Ensino Fundamental II vivenciaram duas histórias reais de meninas em busca dos direitos humanos que foram protagonizadas pela judia Hana e pela muçulmana Malala.

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A leitura dos livros Eu sou Malala, pelo alunos do 8º ano e A Mala de Hana – Uma História Real, pelo 7º ano do Ensino Fundamental II inspirou o debate e a vontade de conhecer mais a fundo as tradições islâmicas e judaicas.

No centro do bate-papo com os alunos do 8º ano, estava Ali Hussein EL Zoghbi, vice-presidente da Federação das Associações Muçulmanas no Brasil, que explicou que o nosso país está à frente na batalha contra a intolerância religiosa, pois, por aqui, é considerado crime inafiançável. Ele fez questão de elogiar o Colégio Magno por estar na vanguarda desse processo, ao difundir mais conhecimento entre os alunos.

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Ali Hussein derrubou mitos e reforçou que o Talibã não é um Estado islâmico. Além disso, proporcionou um mergulho pela religião, afirmando que existem 1,6 bilhão de muçulmanos no mundo e quase 1 milhão vivem no Brasil. Ele presenteou a Escola com O Alcorão (livro sagrado), apresentou os pilares do islamismo e, no final, exibiu um vídeo com as contribuições em diferentes áreas. “A Malala vem ajudando a desconstruir mentalidades que não devem ser vistas como islamismo. O muçulmano radical que pensa de uma maneira equivocada, na verdade, é um instrumento da geopolítica. Aos olhos de Deus, vale muito mais a boa ação do que o rótulo”, esclareceu.

A Mala de Hana: uma história real

Um workshop sobre as receitas dos tempos de cólera, ministrado pelo Superintendente Geral da Editora Melhoramentos, Breno Lerner, agitou o 7º ano e mostrou aos alunos que o livro que acabaram de ler é mais uma das milhares de histórias da guerra, onde morreram 60 milhões de pessoas e muitos nem sabiam porque estavam morrendo.

Ele mostrou aos alunos que não há vencedores na guerra e a primeira grande “baixa” é a comida. A conversa estava repleta de curiosidades, como o fato de que o termo SPAM que estamos habituados a falar nos dias de hoje para e-mails de propagandas, na verdade, vem de SPicedhAM (tipo de carne enlatada) que fazia parte da alimentação das famílias durante a guerra.

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O palestrante mostrou todas as dificuldades enfrentadas pela população, inclusive pelo Palácio Real. Como a oferta de batatas era muito grande, as famílias driblavam a fome com receitas à base do tubérculo, como a Eggless Mayonnaise (maionese sem ovos).

A falta de açúcar e de outros adoçantes foi mais um dos problemas enfrentados durante a guerra. Por isso, as frutas “passadas” ganhavam um destino certo: Poor Knights Fritters (um sanduíche de pão frito, recheado com geleia). Nesse caso, a gordura ajudava a aumentar as calorias e aquecer no rigoroso inverno europeu.

Ao final, os alunos tiveram a oportunidade de degustar as comidas dos tempos de cólera e dar mais significado para a aprendizagem de um capítulo da nossa história que precisa ser constantemente lembrado, para que nunca mais se repita.