Julgamento de Sócrates

Julgamento de Sócrates

Para estimular o desenvolvimento da autonomia intelectual os alunos do Ensino Médio protagonizaram a encenação do julgamento de Sócrates

COLÉGIO MAGNO/MÁGICO DE OZ

28 Junho 2017 | 11h51

Desenvolver a autonomia intelectual e incentivar o estudo crítico e reflexivo, sem descuidar do rigor interpretativo e argumentativo. Esse foi o fio condutor da encenação do julgamento de Sócrates, realizado pelos alunos da 2ª série do Ensino Médio. Vestidos a caráter, as testemunhas de acusação, defesa e o júri foram orientados por uma juíza de verdade, a promotora de justiça Renata Perin de Andrade Debski, que conduziu o julgamento num grande tribunal popular, preparado com uma ambientação especialmente produzida para o evento.

Ao participar de uma atividade como a do julgamento de Sócrates, os alunos são obrigados a tomar posição diante de uma questão instigante e muito complexa e, para isso, precisam estar muito bem preparados. E foi o que fizeram. Estudaram profundamente o conteúdo envolvido nessa temática, além de refletir sobre os pressupostos e as consequências de suas posições – absolvição ou condenação de uma figura histórica de suma importância.

Engajaram-se profundamente nas atividades que antecederam o evento. Por iniciativa própria, organizaram grupos de estudo e discussão para melhor se posicionar durante o julgamento. O resultado não poderia ser melhor: envolveram-se ativamente durante a apresentação, dramatizaram tanto características da doutrina socrática quanto da sofista, fundamentaram suas ideias em argumentos sólidos e convincentes, imaginaram as possíveis críticas que seus argumentos poderiam sofrer e investigaram os conceitos de justiça, tirania, liberdade e virtude.

Ao estarem equipados com aparato crítico e uma bagagem cultural que os permitam formar diagnósticos precisos dos problemas que enfrentam e enfrentarão, os alunos podem desenvolver soluções criativas e imaginativas para os obstáculos com os quais se deparam. Esses são, justamente, os objetivos, não só desta atividade, como também das aulas de Filosofia e Sociologia no Colégio: fornecer um amplo repertório dos pensamentos e teorias desenvolvidos pela tradição, aliado a uma postura crítica e inventiva com o intuito de preparar os alunos para o desafio de uma vida íntegra e consciente no século XXI.