Uma lição de empatia

Uma lição de empatia

Escola Lourenço Castanho

29 Junho 2016 | 16h00

Os 1os anos realizaram uma saída ao Parque Villa-Lobos, com o objetivo de aprimorar as discussões sobre o projeto da série (“Crianças em qualquer canto – um olhar para a diversidade”) e proporcionar, em parceria com o NUPS, um encontro entre as crianças da Lourenço e alguns dos alunos da Associação Fernanda Bianchini – Cia Ballet de Cegos (deficientes físicos, motores e intelectuais).

O projeto integrador de série do 1º ano visa a compreender melhor o universo infantil. O ponto de partida são as crianças de São Paulo: conhecer os espaços culturais e de lazer que elas frequentam e a forma como interagem com esses espaços. O parque foi o primeiro local visitado pelas crianças. Durante a viagem de ida, elas já observaram, pela janela, o próximo local a ser estudado, o rio Tietê e seu entorno. Nesse estudo será discutido e será feita uma reflexão sobre como ele era um local de lazer e por que isso não é mais possível.

A primeira meia-hora após a chegada foi reservada para as crianças se conhecerem e interagirem entre elas e com o espaço aberto, amplo e convidativo para brincadeiras ao ar livre. Em seguida, juntas, elas comeram um lanche e foram à biblioteca do parque.

A monitoria da biblioteca dividiu as crianças em dois grupos, para apresentar local, que é conhecido como “biblioteca viva”. Esse espaço é interativo e munido de novas tecnologias que facilitam o acesso dos deficientes aos livros. Além disso, a biblioteca oferece jogos sensoriais, adaptados para crianças com deficiência visual como, por exemplo, o dominó com figuras em alto-relevo. Os alunos foram convidados a vendar os olhos para jogar, a fim de conhecer a sensação que as pessoas cegas sentem ao jogá-lo.

As crianças realizaram um tour pelo local. Conheceram as infinitas possibilidades que ele oferece: acesso a computadores, videogames, jogos, livros e DVDs. Ela conheceram, ainda, máquinas como o folheador de páginas e a impressora térmica Braille, que auxiliam na leitura de pessoas paraplégicas, tetraplégicas e cegas, respectivamente.

A visita se encerrou com uma divertida história, contada com fantoches e traduzida em libras, para facilitar o entendimento das crianças deficientes auditivas que estavam presentes.