Participação no FabLearn Brasil

Participação no FabLearn Brasil

Escola Lourenço Castanho

10 Outubro 2016 | 13h20

Às 9h do dia 10 de setembro, iniciaram-se as atividades do segundo dia de conferência do FabLearn Brasil, sediado na Universidade de São Paulo. Os alunos Byron Egonu, da 2ª série do Ensino Médio, Eduardo Mangini, do 9º ano, Helena Romeu e Pedro Cafaro, do 7º ano, apresentaram seus projetos no evento.

O intuito das conferências FabLearn é reunir acadêmicos, educadores, pesquisadores, estudantes e colaboradores de diversas áreas, para apresentar, compartilhar experiências, ideias e discutir sobre cultura maker, fablabs, fabricação digital e aprendizagem “mão na massa”. Essas estratégias possibilitam o protagonismo do aluno no processo de aprendizagem e são valorizadas na Lourenço Castanho, que conta com um Laboratório de Criação na unidade do Ensino Fundamental II.

A primeira edição do FabLearn aconteceu em 2011, na Universidade de Stanford (EUA). O Brasil é o primeiro país da América Latina a receber o evento, com dois dias de duração. Desde 2014, conferências FabLearn são realizadas em dois países da Europa, três da Ásia e um da Oceania.

Paulo Blikstein, brasileiro, professor da Universidade de Stanford, pesquisador da área de Educação, verificou a eficácia do aprendizado quando um aluno é protagonista e pode experimentar, criar, antes mesmo de aprender a teoria (cultura maker). Blinkstein, portanto, como figura influente nessa nova tendência educacional, prestigiou o evento e falou ao público na abertura e na conclusão.

Nas duas sessões inaugurais, antes do almoço, foram projetados painéis digitais para exposição do conteúdo. A primeira sessão foi dos educadores. Cada um tinha cinco minutos para explicar sobre o projeto que desenvolveu com seus estudantes. Contaram o que os motivou; o passo a passo; os resultados; quais serão as próximas iniciativas; a repercussão e as lições que tiraram. Durante sua fala, a professora Claudia Lozada, de Brasília, destacou: “Trabalhar com projeto desperta o estudante para a cultura do cientificismo, para o erro, que é sempre condenado na sala de aula. Quando eles começam o projeto, na verdade, dá tudo errado. Não é assim que funciona com as experiências em laboratório?”.

Um intervalo de trinta minutos separou a primeira sessão da segunda. Essa tinha como proposta apresentar pesquisas em educação. Os pesquisadores tinham quinze minutos para explanar sobre seus trabalhos. Os minutos finais de cada sessão foram reservados às perguntas dos espectadores.

Na Apresentação Pôsteres e Demos, das 12h às 12h30, os representantes dos projetos tiveram pouco menos de um minuto para introduzi-los e persuadir os conferencistas a conhecer o pôster ou stand.

A ampla maioria dos conferencistas era composta por universitários, pesquisadores e professores do ensino superior. Havia apenas seis trabalhos de estudantes da educação básica, dentre eles, três da Lourenço Castanho.

Duas horas foram reservadas para o almoço e a apresentação dos projetos. Os alunos Helena e Pedro, representaram o projeto Simple System Two. Eduardo, oSimple System One. Simple System é o computador criado nas aulas da Oficina de Scratch para crianças do Ensino Fundamental I ou de escolas públicas. Ele roda com a tecnologia Raspberry Pi.

Byron faz parte do Projeto Científico da 2ª série e optou por realizá-lo individualmente. A intenção do jovem é apresentar uma proposta de Espaço Maker para a diretoria da unidade. Em suas pesquisas, foram levantados os custos; com base em estudos de engenharia, o planejamento do espaço; e também foram estudados os benefícios para o processo de aprendizagem.  O ideal, segundo o estudante, é que o espaço seja aberto, também, aos alunos de escolas públicas.

A apresentação dos pôsteres da Lourenço Castanho teve sucesso. Em seus poucos minutos, entre uma fala e outra, Byron comentou a respeito da experiência de expor seu projeto em uma conferência. “É importante compartilhar nossas ideias com essas pessoas, porque você recebe sugestões tanto daqueles que estão fazendo coisas similares quanto dos que não estão, mas conhecem o assunto”. Ao mesmo tempo, era curioso observar os adolescentes do Ensino Fundamental II explicando aos adultos sobre seu projeto e desempenhando essa tarefa de forma desenvolta.

Após o almoço, a conferência seguiu com o Painel de Jovens Makers, Making de baixo custo, o Keynote de encerramento e a conclusão.