Jornada de Profissões

Jornada de Profissões

Escola Lourenço Castanho

06 Julho 2016 | 10h41

Realizamos no dia 31 de maio, na unidade do Ensino Médio, a X Jornada de Profissões. Nessa data, profissionais de diversas áreas compareceram à Escola para expor o dia a dia, o curso e as áreas de atuação de suas carreiras. Além disso, ex-alunos da Escola vieram contar sobre suas escolhas de curso e universidades.

A Jornada de Profissões é destina aos alunos do 9º ano e Ensino Médio e faz parte do Programa de Orientação Profissional(http://www.lourencocastanho.com.br/ler_noticias.php?id_con=1611) da Escola.

Durante o primeiro horário, foram organizadas mesas para que ex-alunos pudessem compartilhar suas experiências sobre os cursos de Administração, Rádio e TV, Economia, Direito, Ciências da Computação, Psicologia, Arquitetura, Publicidade e Engenharia de Produção. Os estudantes se revezaram entre uma mesa e outra, mas algumas delas se tornaram grandes rodas de conversa, extrapolando o número de cadeiras.

Para Fernanda Nahas, ex-aluna da Escola, que atualmente está cursando o 3º ano de Rádio e TV na FAAP, “a Jornada de Profissões é muito importante, pois, além de terem contato com profissionais das áreas, os alunos têm como saber um pouco mais sobre o curso”.

Entre as mesas de profissionais do 1º horário, havia a de Medicina e Biomedicina. A Medicina é um dos cursos mais concorridos dos vestibulares do país. A Biomedicina é uma carreira pouco conhecida, que surgiu há apenas 50 anos e que foi apresentada aos alunos.

A primeira profissional a apresentar aos alunos um pouco do universo de sua profissão foi a médica Mônica Levi. Em sua apresentação, ela abordou os seguintes tópicos: o princípio da Medicina com Hipócrates (portanto, a importância do juramento de Hipócrates para os graduandos de Medicina); contou aos alunos que, para ser um bom médico, é necessário abrir mão de horas de lazer e sono; todas as etapas que um estudante terá que concluir para se tornar médico (desde o vestibular até a residência – sempre explicando sobre cada delas); a função dos cursos de pós-graduação na Medicina; as opções de faculdades (públicas e particulares); sua experiência na faculdade, como conciliar festas e lazer com os estudos; a prova de título, que se presta ao final da residência; os bônus da profissão: satisfação pessoal, prazer em ajudar/salvar o próximo e o reconhecimento.

Ao final de sua apresentação, Mônica incentivou os estudantes dizendo: “Se você acha que tem vocação, vontade, venha! Porque o mundo precisa de médicos.”

Ela encerrou sua fala entregando a cada aluno um poema que fala sobre ser Pediatra, a especialidade escolhida por ela.

Em seguida, foi a vez da biomédica Mariana Camargo apresentar a Biomedicina.

Ela iniciou sua fala explicando como surgiu a Biomedicina. Posteriormente, mencionou que existem mais de 50 habilitações para o biomédico e citou os nomes de algumas delas, como citologia, diagnóstico por imagem, docência e pesquisa. Explicou que, para trabalhar com Biomedicina, é necessário ter uma habilitação ou especialização. Segundo ela, “o biomédico analisa tudo, é o pesquisador das doenças humanas”.

Sobre as universidades, Mariana levou uma lista com as melhores instituições de ensino do país que oferecem o curso de Biomedicina e pontuou as diferenças do curso nas universidades particulares e públicas.

Em relação à atuação no mercado de trabalho, comentou sobre os locais em que podemos encontrar biomédicos, a região do Brasil onde o biomédico é mais solicitado, a possibilidade de atuar no exterior e o destino do profissional recém-formado.

Por último, deixou o endereço de e-mail disponível, para que os alunos pudessem sanar possíveis dúvidas que tivessem.

Após essas duas apresentações, teve início o tempo para perguntas.

Nesse mesmo horário, também falaram aos alunos profissionais das áreas de Administração, Engenharia de Produção, Jornalismo e Rádio e TV.

No 2º horário, as mesas que realizaram apresentação no auditório foram as de Arquitetura e Engenharia Civil.

A primeira fala foi reservada à arquiteta Lucy Abe, acompanhada de seu sócio, Sérgio Polaquini.

Lucy contou aos alunos como teve o primeiro contato com a arquitetura (por meio de um curso técnico de Edificação no Instituto Federal) e sua ansiedade, durante a adolescência, em relação à aparente ausência de um dom. “Eu acho que, aqui na Lourenço, a gente identifica todo esse cuidado com a preparação de vocês. É um carinho que a Escola oferece ao apresentar as profissões nessa jornada”, afirmou.

Em seguida, mencionou as modificações que a Arquitetura sofreu com o avanço da tecnologia. Ainda, explicou aos alunos a importância de outras áreas como a engenharia, a elétrica e assim por diante. Sem elas, o projeto final pode apresentar falhas e não corresponder ao projeto iniciado no papel.

Apresentou aos alunos as etapas do trabalho de um arquiteto: projeto (ideia), planejamento físico-financeiro e a implantação (execução da obra). Durante todo o processo, está sempre presente a relação cliente-arquiteto. Por isso, a arquiteta deu algumas dicas de aproximação com o cliente.

Ainda, Lucy listou os segmentos da Arquitetura e mostrou imagens de projetos que exemplificassem cada um deles.

Como profissional experiente, a arquiteta comentou sobre como a experiência é enriquecedora para profissão. Ela propôs que os alunos vissem a Arquitetura com uma visão humanitária, visando ao progresso e conforto.

Em seguida, foi passada a palavra para o engenheiro civil, Luiz Aurélio Fontes da Silva. Ele introduziu sua fala comentando sobre seu empenho durante o Ensino Médio e como, posteriormente, ingressou no Ensino Superior.

Expôs aos alunos a importância de insistir naquilo de que gostam, de serem sociáveis, agir de forma coletiva e aprender com os erros. Deu uma introdução sobre sua área de atuação no mercado: análise de estruturas e a importância do avanço tecnológico para Engenharia. Explicou sobre as etapas de um projeto, até que ele seja liberado para venda.

Por fim, mostrou imagens de alguns projetos analisados por ele e sua equipe e deu dicas de como conseguir um emprego.

Foi concedido um tempo para perguntas dos alunos e, posteriormente, a sessão foi encerrada.

Outras profissões que tinham representantes nesse mesmo horário, foram: Relações Internacionais, Economia, Psicologia e Pedagogia.

A mesa de Direito, já no 3º horário, recebeu a ilustre presença de uma das fundadoras da Escola, Sylvia Gouvêa.

O primeiro profissional a se apresentar para os alunos foi Roberto Mac Cracken, que atua no setor bancário.

Ele iniciou sua apresentação comentando sobre os motivos que o levaram a fazer Direito, sua vinda da cidade de Santos para São Paulo e as diferenças sentidas por ele nessa transição.

Depois, sobre o período da graduação, comentou a respeito dos estágios em diferentes empresas e, posteriormente, o mestrado na University of Pennsylvania Law School. Por fim, mencionou suas atividades atuais.

Roberto Mac Cracken foi o segundo a se apresentar. Em sua introdução, falou um pouco sobre sua formação em Direito e como o Direito trouxe benefícios para sua vida profissional e pessoal. “É a profissão que mais abre caminhos”, contou.

Posteriormente, mencionou o concurso público que prestou e sobre as diversas áreas do Direito nas quais atuou. E aconselhou os alunos que fossem a escritórios de advocacia e julgamentos, para conhecer o dia a dia da profissão e descobrir uma possível vocação.

Ao final de sua fala, ressaltou que é possível estagiar durante o período da faculdade.

Celso Coccaro foi o último profissional a se apresentar.

Ele iniciou sua fala contando aos alunos sobre seus desejos durante a adolescência e as escolhas profissionais que fez na época. Sobre o curso de Direito, explicou que ele não apresenta uma ideia completa do exercício da profissão e que, por isso, estágios são importantes. “A ação prática deve somar aos conhecimentos acadêmicos”, pontuou.

Sobre o Direito enquanto área, afirma que “é permeável a outros conhecimentos”. Ainda, explicou a importância do exame da OAB.

Finalizadas as introduções de cada profissional, foi aberta a rodada de perguntas.

Ao final, no momento de despedida, Roberto exprimiu a importância da experiência para ele: “Essa é uma grande oportunidade de estar com jovens”.

Sylvia Gouvêa, fundadora da Escola, agradeceu a presença dos profissionais e encerrou o evento – Jornada de Profissões de 2016.