A Lourenço no Congresso de Práticas na Sala de Aula

A Lourenço no Congresso de Práticas na Sala de Aula

Escola Lourenço Castanho

31 Março 2016 | 18h10

VIII Congresso ICLOC ocorrerá em maio.

As fundadoras da Escola Lourenço Castanho, Jeannette De Vivo, Marilia Noronha, Marilú Aidar e Sylvinha Gouvêa criaram, em 2009, o Instituto Cultural Lourenço Castanho (ICLOC). Uma organização sem fins lucrativos cujo objetivo é promover o aprimoramento da educação no Brasil. Todos os anos, o ICLOC realiza congressos que dão voz aos professores, que compartilham suas práticas letivas com colegas de profissão. Cerca de quatro mil professores participam do evento que, neste ano, ocorrerá no dia 14 de maio, no Colégio Dante Alighieri.

O congresso sedia debates entre professores sobre práticas em sala de aula. A exposição dessas práticas pelos professores é valorizada e incentivada pela Escola, uma vez que “compartilhar a prática faz você refletir sobre ela, pois outras pessoas farão uma leitura diferente. Essa troca é muito rica para a formação docente”, afirma Fabia Antunes, diretora de currículo da Lourenço Castanho.  Outro objetivo da Escola é quebrar as barreiras do preconceito e trazer para dentro do congresso não só escolas particulares, mas escolas públicas que, muitas vezes, possuem profissionais com práticas muito relevantes para serem discutidas

Neste ano, a participação da Escola consiste na apresentação de dezesseis práticas, dentre elas: “Uma Ponte, Um Pouco De Pintura… E Outras Aventuras”; The Giver : Leitura De Obra Original Em Curso Regular Da Língua Inglesa; A adaptação curricular a partir de um olhar psicanalítico e O Desenvolvimento Da Autonomia No Processo De Revisão Textual.

A prática intitulada “Uma Ponte, Um Pouco De Pintura… E Outras Aventuras”, referente às Artes Plásticas, é direcionada aos alunos de três anos. Essa temática se desenvolveu através da percepção das professoras de que elementos da natureza encontrados no parque ou mesmo mudanças na sala de aula chamavam a atenção das crianças. Além disso, elas demonstravam muito interesse por pintar e se sujar. Foram introduzidas, então, reproduções de quadros de Claude Monet, artista que tinha como inspiração elementos da natureza. Posteriormente, as crianças também conheceram obras de outros artistas. O contato com essas expressões artísticas fez com que elas desenvolvessem um olhar apurado, conhecessem materiais diversificados e aprendessem como são utilizados. Foram produzidos pelas crianças com base nos conhecimentos: desenhos, pinturas, esculturas e vídeos.

The Giver : Leitura De Obra Original Em Curso Regular Da Língua Inglesa, componente do currículo de Língua Estrangeira, tem por objetivo despertar o interesse de alunos do 9º ano, com níveis de fluência distintos pela Língua Inglesa, através do contato com a obra estrangeira original não-adaptada (The Giver). Ela ainda promove uma análise crítica sobre as diferenças entre a versão original e a Hollywoodiana, que valoriza o protagonismo inato. Essa prática faz elo com o projeto de série da Escola, que objetiva ampliar o senso de identidade e protagonismo.

A prática de Adaptação curricular a partir de um olhar psicanalítico, inclusa no componente curricular Gestão da aula dentro do tema inclusão escolar, visa a explorar a potencialidade das crianças que estão em período de desenvolvimento. Logo, a pretensão desse projeto é equiparar oportunidades para alunos que não apresentam condições de acompanhar o currículo escolar esperado para seu grau e idade. As dificuldades dessas crianças são captadas a partir de observações e reuniões com a equipe da Escola e equipe externa (especialistas que colaboram com o tratamento da criança). A Escola se propõe a adaptar o currículo e disponibilizar materiais adaptados ou específicos como avaliações, trabalhos e atividades de acordo com a demanda do aluno. Essas modificações foram recebidas de forma positiva pelos alunos e seus pais, e algumas crianças puderam avançar pedagogicamente dentro de seus limites. Além disso, foram percebidas mudanças no âmbito social dos alunos, que se sentiram mais à vontade, já que suas diferenças puderam ser consideradas, e a Escola se tornou um ambiente mais acolhedor.

Já a prática O Desenvolvimento Da Autonomia No Processo De Revisão Textual pertence ao componente curricular Língua Portuguesa, ministrada aos alunos dos últimos anos do Fundamental I. O intuito geral é revisar e reescrever textos, observando aspectos discursivos, textuais, estilísticos e normativos. Através da autoavaliação dos componentes: paragrafação, pontuação, ortografia e do uso das ideias, entre outras observações feitas pelas crianças, mediante as correções do professor, elas alcançaram o objetivo de melhorar seus textos com um bom nível de autonomia.