Visitas e excursões, programas que ajudam no aprendizado

Visitas e excursões, programas que ajudam no aprendizado

Do Colégio

17 Novembro 2016 | 11h12

Que aluno não gosta de excursões? Sair do limite da sala de aula e ver exposições, mostras e outras atrações culturais é estimulante. Os alunos sempre aproveitam ao máximo as atividades extras. Além do conhecimento adquirido durante a visita, surgem novas histórias e fatos divertidos que ocorrem durante o passeio.

Os alunos do Liceu Santa Cruz participam rotineiramente de excursões, passeios e mostras de arte. Este ano eles já foram ao Museu da Imigração, à exposição “Exposição Mario de Andrade”, no Sesc Pompeia, e ao cinema para assistir “Zootopia”. Outro passeio interessante foi ao centro histórico da cidade, onde conheceram edifícios de época como a Catedral da Sé. Em outubro, os estudantes visitaram a “Art of the Brick” (Arte de construir com blocos), de Nathan Sawaya, na Oca, no Parque do Ibirapuera. A exposição trouxe mais de 80 instalações inteiramente produzidas com peças de Lego, um tremendo sucesso entre os alunos.

A obra do Homem Amarelo com o peito aberto foi um dos destaques da exposição de Nilthon. Foto: Divulgação

A obra do Homem Amarelo com o peito aberto foi um dos destaques da exposição de Nathan Sawaya. Foto: Divulgação

Dulce Maria Fernandes Carvalho, professora de Literatura e Língua Portuguesa do Liceu, explica a importância das visitas didáticas para as turmas. “Para estes jovens, a oportunidade de ir a exposições de arte como a de Nathan, por exemplo, é muito importante. Os alunos podem observar que um objeto comum do cotidiano, como as peças de Lego, pode ter outros usos, inclusive o de construir obras de arte”.

A professora comenta que, além do ganho intelectual, esse tipo de visita gera curiosidade, debates e questionamentos de diversos pontos de vista sobre a mesma obra. “O ganho intelectual dos estudantes é imenso. Além disso, eles ficam curiosos por conhecer mais obras e o que cada uma significava. A garotada ainda debate sobre a exposição e as obras de que mais gosta. Esses são alguns dos muitos benefícios das excursões culturais”, relata.

As atividades da visita didática não se restringem ao dia do evento. Após uma excursão cultural, no Liceu os alunos fazem um trabalho sobre o que viram durante a visita, em uma atividade que não se atém a apenas contar como foi aquele dia.

A professora Dulce Maria explica: “por exemplo, após a visita à ‘Art of the Brick’, cada estudante escreveu um projeto sobre uma obra que representasse algum objeto do mundo concreto. Nesse projeto, os estudantes explicaram os motivos da escolha, as reflexões sobre como este objeto interfere no dia a dia e como a recriação mostraria todas essas questões”. Ela sintetiza o resultado: “Após a conclusão do projeto, cada aluno teve que construir sua própria obra de arte com peças de Lego. Esta etapa foi muito prazerosa e os estudantes trabalharam comentando aspectos que chamaram mais a atenção na exposição”.

Alunos durante o processo de criação das próprias obras com Lego. Foto: Divulgação

Alunos durante o processo de criação das próprias obras com Lego. Foto: Divulgação

As visitas guiadas criadas pelo Liceu sempre fazem a junção do passeio com um tipo de aprendizado que traz mais informação sobre arte, história, sociedade. Portanto, quando a criança ou o adolescente chega em casa animado com o pedido de autorização para algum passeio, é certo que seu repertório de conhecimentos irá ser ampliado ainda mais.

Essas são algumas das obras criadas pelos alunos do Liceu. Foto: Divulgação

Essas são algumas das obras criadas pelos alunos do Liceu com peças de Lego. Foto: Divulgação