Parceria entre Liceu Santa Cruz e Vaga Lume busca ampliar “luz” do conhecimento

Parceria entre Liceu Santa Cruz e Vaga Lume busca ampliar “luz” do conhecimento

Do Colégio

08 Março 2016 | 17h03

Conhecimento: ato ou efeito de conhecer; ter ideia ou a noção de alguma coisa. É o saber, a instrução e a informação. Esta é a base de qualquer instituição de ensino. Por diversas vezes o conhecimento foi, e ainda é, tratado como a luz para assuntos obscuros, temas desconhecidos ao ser humano.

Sempre atento às formas de ampliar esta “luz”, este ano o Liceu Santa Cruz firmou parceria com a Associação Vaga Lume, organização sem fins lucrativos que desenvolve importantes projetos de educação, cultura e meio-ambiente. A partir de trabalho voluntário, a associação atua em 155 comunidades rurais de 23 municípios na Amazônia Legal Brasileira e em São Paulo, onde está sediada.

Voluntária da Vaga Lume ensina cântico indígena aos estudantes. Foto: Rodrigo Alves

Voluntária da Vaga Lume ensina cântico indígena aos estudantes. Foto: Rodrigo Alves

O projeto inicial a ser realizado com esta parceria será o Programa Rede, voltado à educação para o desenvolvimento sustentável. O objetivo, construir um trabalho compartilhado entre alunos do Liceu e moradores de comunidades rurais amazônicas. No final do projeto será elaborado um livro com histórias escritas em parceria entre os estudantes da Amazônia e do Liceu.

O Programa Rede foi apresentado aos jovens do Liceu em uma palestra ministrada por integrantes da Vaga Lume. As oficinas serão semanais e voltadas a 25 alunos do Fundamental II. Nos dias 16 e 17 de março acontecerá, em São Paulo, o Comitê de Encontro – evento em que representantes dos colégios participantes e das comunidades se conhecerão e sortearão seus futuros parceiros. No dia 18, os representantes amazônicos que forem sorteados pelo Liceu irão conhecer o colégio e ser apresentados aos alunos participantes do Rede.

Alunos participam de dinâmica com voluntárias da Vaga Lume. Foto: Rodrigo Alves

Alunos participam de dinâmica com voluntárias da Vaga Lume. Foto: Rodrigo Alves

Em 1 de março houve o primeiro encontro entre os participantes do programa e representantes da Vaga Lume. Eles desenvolveram dinâmicas e cânticos indígenas. Aline Calahami, voluntária da Vaga Lume, ficou entusiasmada com os jovens – “Eles estão interessados, estão empolgados, engajados, e isto é ótimo!”, afirma Aline.

Mirna Eloi Suzano, diretora do Liceu, e coordenadora do projeto no colégio, lembrou que “o Liceu Santa Cruz é a primeira escola da zona leste de São Paulo a fazer uma parceria com o Vaga Lume, e estamos muito orgulhosos e entusiasmados”.

Dulce Maria Fernandes Carvalho, professora de Português, a responsável pelo acompanhamento das oficinas, fala também sobre a novidade: “É uma experiência enriquecedora para os alunos. É uma realidade muito diferente da que vivem aqui”. E completa: “É interessante pela diferença de sotaque, a linguagem, as histórias de vida que irão conhecer. Participar de um projeto assim é de extrema importância para os alunos. Assim, eles podem perceber as diversidades culturais e compreender outro ser como eles”.

Prof. Dulce participa da

Profª. Dulce participa da “Leitura ao pé do Ouvido” com jovem estudante do Liceu. Foto: Rodrigo Alves

 

Associação Vaga Lume

A Vaga Lume nasceu em 2001, iniciada a partir de um projeto-piloto em municípios do Estado do Pará, completando sua primeira etapa em 2002, com alto índice de aprovação.

Diferentemente de expedições de caráter exploratório ou científico, a proposta desta era a troca de conhecimento entre sua equipe e a população rural da Amazônia Legal. O conhecimento, historicamente associado à ideia de “luz” era o motor do projeto, que por analogia recebeu o nome de Vaga Lume.

A Vaga Lume escolheu como área de atuação a Amazônia Legal — composta pelos estados Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins e parte do estado do Maranhão. Amazônia Legal é uma região correspondente a cerca de 60% do território brasileiro, e é famosa por seu vasto território e suas riquezas naturais: a biodiversidade, os minérios, a madeira, a água, entre outros.

A riqueza cultural dos habitantes da região, frequentemente deixada em segundo plano, era a principal curiosidade do projeto. Uma expedição cultural e educacional para ensinar e aprender com a população da Amazônia – assim nasceu a Expedição Vaga Lume.