Aulas fora do colégio: experiência que motiva alunos

Aulas fora do colégio: experiência que motiva alunos

Do Colégio

16 Maio 2016 | 12h57

No Liceu Santa Cruz, crianças e adolescentes aprendem dentro do colégio, instalado no bairro da Mooca, mas também em atividades que extrapolam os muros da escola – em locais públicos, parques e equipamentos culturais da cidade. A ideia é ampliar as experiências dos alunos, combinando conteúdos adquiridos nas aulas com novas motivações e exercícios, tanto intelectuais quanto físicos.

A diretora Mirna Eloi Suzano explica que a escola atua “no sentido de proporcionar novas vivências e permitir que os alunos desenvolvam outras habilidades e capacidades, algo que apenas a aula teórica não permite”. Ou seja, além do aprendizado formal e das aulas de esportes regulares, também compõem o dia a dia de todas as turmas programas e projetos desenvolvidos ao ar livre com apoio do corpo docente.

Para ilustrar a escolha pedagógica, Mirna exemplifica: “se o professor de geografia apresenta a alunos do 6º ano os pontos cardeais, nada melhor do que levar a turma para a área externa do colégio e mostrar como podemos nos orientar do ponto de vista geográfico. Já em um piquenique no Parque do Ibirapuera com o 7º ano, os alunos, acompanhados dos professores de português e educação física, aproveitam para andar de bicicleta, se exercitarem, aprender mais sobre aquela área verde e ainda compartilhar um lanche saudável levado por todos”.

Quando conhecimento e diversão caminham juntos, momentos da vida escolar ficam guardados com carinho. Um deles: ir a uma apresentação num espaço cultural da Avenida Paulista – o que foi feito por alunos do Ensino Médio em agosto passado – para assistir à gravação do episódio dedicado à personagem histórica Maria Quitéria, do programa Retrovisor, exibido na TV pelo Canal Brasil.

Alunos e professores registraram o momento com atriz que interpretou Maria Quitéria. Foto: Divulgação

Alunos e professores registraram o momento com Clarissa Kiste, atriz que interpretou Maria Quitéria. Foto: Divulgação

 

Nessa linha, o Liceu Santa Cruz levou o 9º ano ao centro de São Paulo para que o pessoal conhecesse alguns dos pontos mais importantes de sua história – Solar da Marquesa, Catedral da Sé, Pátio do Colégio, Teatro Municipal. “Uma atividade como essa é como um treino de vida prática. Os alunos usaram transporte coletivo (o metrô, que a maioria desconhecia) caminharam pelas ruas e tiveram uma rica experiência pessoal que unia história, geografia, sociologia e português. E ainda visitaram um endereço gostoso como a Casa Matilde”, conta a diretora.

Alunos em frente a Catedral da Sé, no centro de São Paulo. Foto: Divulgação

Alunos em frente a Catedral da Sé, no centro de São Paulo. Foto: Divulgação

 

Unindo experiências

Projetos desenvolvidos dentro do Liceu também estimulam a criatividade, como a construção de uma casa indígena que juntou alunos do Ensino Médio e do Fundamental I sob a orientação de professores e do “oficineiro” da escola. Os primeiros se encarregaram da estrutura em bambu e da cobertura com esteiras, enquanto os menores cuidaram de confeccionar petecas e adornos (colares e pulseiras).

Casa indígena construída pelos próprios alunos. Foto: Divulgação.

Casa indígena construída pelos próprios alunos. Foto: Divulgação.

Outra atividade ao ar livre que instiga tanto crianças quanto alunos do Ensino Médio é a horta criada há alguns meses, agora reforçada pelo húmus produzido na caixa de compostagem instalada na escola: “os resíduos de alimentos vão para a caixa, e o húmus é distribuído na horta, nos canteiros e nos vasos. Ou seja, essa é uma atividade que se completa, uma vez que os alunos ajudam no cultivo das verduras, saboreiam o que é produzido e reciclam as sobras”, diz Mirna.

 

Na quadra ou em público

No Liceu, cuidar do desenvolvimento físico dos alunos significa também desenvolver a socialização, o espírito de grupo, respeito ao colega e capacidade colaborativa. Assim, os estudantes podem optar entre aulas de judô, ginástica rítmica, futsal, vôlei. “A tônica é estimular a vivência e o desenvolvimento das capacidades de cada um”, resume Mirna Suzano.