Academia da mente

Academia da mente

Do Colégio

09 Dezembro 2016 | 17h19

Memorizar costumava ser sinônimo de decorar nomes, datas e fórmulas exigidos nas provas e chamadas escolares. Nas últimas décadas, porém, a neurociência avançou na descoberta sobre o funcionamento do cérebro. Chegou-se à conclusão de que é preciso estimular a memória, “malhar” como em uma academia, e não apenas decorar dados, textos e fórmulas. Atento a tais necessidades, os colégios do Grupo A Educacional adotaram o “Projeto Cogmed: Treinamento de Memória Operacional”, desde o segundo semestre deste ano.

Também conhecida como memória de trabalho, a memória operacional possibilita a realização de tarefas do dia-a-dia como discar um número de telefone ou recordar o nome de alguém que encontramos na rua – além de ser responsável pela compreensão da linguagem, raciocínio lógico e resolução de problemas.

No Liceu Santa Cruz, o Cogmed foi voltado aos alunos do 2º ano do Ensino Médio, os que estão em fase pré-vestibular. O professor de matemática Reginaldo Rodrigues da Silveira, tutor desse projeto no Liceu, relata que a atividade exige disciplina. “Os alunos gostaram e perceberam que, com dedicação, o aprendizado continua para a vida toda. Tivemos resultados bastante significativos. Alunos que mantinham nota 4, por exemplo, evoluíram para 6,5 e 7”, diz.

Os alunos do Liceu durante o Cogmed. Foto: Divulgação

Os alunos do Liceu durante o Cogmed. Foto: Divulgação

No Colégio Concórdia, onde a meta era melhorar a capacidade de leitura, resolução de problemas de matemática e a compreensão de diálogos entre os alunos do 8º ano, a novidade também vem sendo positiva. “Os alunos tiveram alterações sensíveis em sua capacidade de concentração, foco, controle dos impulsos e diminuição do déficit de atenção”, diz o diretor, Edson Wander Eller. Ali, o treinamento, realizado três, quatro ou cinco vezes por semana, tem duração de 25, 35 ou 50 minutos por sessão.

Como reforça a professora de Informática do Colégio Horizontes, Patricia Delázari, a memória operacional, “por estar relacionada à capacidade de concentração e foco, é essencial para o aprendizado e outras habilidades voltadas ao desenvolvimento humano nos estudos, no trabalho ou em atividades cotidianas”.  No Horizontes, onde o Cogmed está sendo aplicado a alunos do 9º ano do Ensino Fundamental, que definiram a intensidade de seu treinamento, a tarefa é enfrentar desafios “gameficados” aplicados online durante 10 semanas.

“Os alunos se interessaram, se envolveram e participaram com prazer dos 25 minutos de desafios feitos a cada dia de treino, e mostraram uma evolução de nível de concentração”, completa Patricia Delázari.

No Colégio Aprendendo a Aprender o projeto envolveu os alunos do 4º ano. Realizado coletivamente no Laboratório de Informática ou na sala de aula, com conexão wi-fi, a iniciativa teve carga horária estabelecida com exercícios de três a cinco vezes por semana, de cinco a 25 minutos cada.