O Papel da Inclusão na Atualidade

O Papel da Inclusão na Atualidade

Colégio Graphein

14 Julho 2015 | 14h22

No momento da escolha da escola as famílias vivem algumas inquietações e questionamentos que são potencializados quando nos referimos a uma criança com necessidades de atendimentos educacionais diferenciados. Atualmente, muitas escolas se disponibilizam a atender crianças e adolescentes com desenvolvimento atípico, propondo uma aprendizagem diferenciada com base na educação para todos, aceitação das diferenças e combate ao bullying.

 Os traumas gerados por crianças que são expostas ao bullying estão sendo amplamente divulgado pelos meios de comunicação, sendo que muitas escolas estão oferecendo palestras e cursos de reciclagem para professores com o objetivo de combatê-lo e até eliminá-lo. Para as famílias de crianças com dificuldades este termo é mais significativo, pois vivenciaram em diversas instituições de ensino situações vexatórias no que se refere ao comportamento e/ou aprendizagem do filho, até assumirem a possibilidade de uma escola inclusiva.

O primeiro passo para o amadurecimento profissional dos educadores, independente da inclusão, é entender e aceitar que cada criança tem um ritmo, tendo ela uma necessidade especial ou não. A diferença não está na maneira de “enxergar” o educando, mas sim, na forma de apresentar o conteúdo. A educação inclusiva procura possibilitar a educação regular sem deixar de atender os alunos em suas necessidades específicas.

Diante deste panorama para garantir um trabalho eficaz, a didática deve considerar o ritmo e os níveis de aprendizagem dos alunos, bem como, o processo de avaliação deve ser individualizado, e o aluno comparado com ele mesmo, contemplando objetivos específicos.

A escolarização a qual respeita a singularidade enxerga o educando como parte integrante do grupo classe. O mesmo é trabalhado a partir de um currículo adaptado, elencando estratégias de ensino diferenciado, para assim, propiciar a verdadeira inclusão, reconhecendo e respondendo as necessidades de cada aluno com suas características  e potencialidades pessoais.

A escola tem que dar conta da formação global do aluno, desenvolvendo suas habilidades e competências. Portanto, a escola que se diz inclusiva só terá uma atuação adequada, à medida que estiver pronta para o trabalho com todos os seus alunos, independente do desenvolvimento emocional, físico, cognitivo e/ou psíquico, estar ou não de acordo com o esperado para a faixa etária.

Para o objetivo proposto ser alcançado, as escolas inclusivas necessitam de uma equipe capacitada para mediar os alunos no desenvolvimento das questões cognitivas e socioafetivas e no desenvolvimento das suas competências.

A equipe escolar deve estar engajada no processo de inclusão e garantir o aprendizado dos seus alunos, deixando de lado a perspectiva de que “todos aprendem no mesmo ritmo e da mesma forma”, buscando estratégias de ensino diversificadas.

Neste contexto a parceria família/escola torna-se imprescindível, onde cada parte assume o seu papel, para que o aluno consiga atingir os objetivos propostos alcançando seu potencial máximo de desenvolvimento.

Nos dias atuais, a educação inclusiva está em ascendência quando nos referimos à educação de alunos com necessidades diferenciadas. Muitos degraus já foram conquistados, mas existem ainda muitos desafios a serem atingidos.

Para que a inclusão ocorra na íntegra, garantindo a aprendizagem faz-se necessário propiciar condições para a adequada formação dos professores e criação de  uma boa comunicação entre alunos, docentes, gestores escolares, famílias e profissionais de saúde.

 

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