Situação de Hong Kong é mote para simulação de júri da ONU

Situação de Hong Kong é mote para simulação de júri da ONU

Diego Kerber e Larissa Gaspar, especiais para o Estado

15 de outubro de 2019 | 14h26

A China comemorou, em 1º de outubro, 70 anos da revolução que transformou o país em uma nação comunista. A segunda maior economia do mundo enfrenta hoje desafios que vão de questões relacionadas a Direitos Humanos a conflitos com territórios semiautônomos, como Hong Kong, palco de manifestações que acusam Pequim de violar um acordo que protegia normas democráticas da região.  

O material desenvolvido pela editoria de Internacional do Estadão resume as motivações dos protestos em Hong Kong — região que foi devolvida pelo Reino Unido à China há 22 anos, com a ressalva de que mantivesse o status especial de “um país, dois sistemas” e de que as liberdades fossem protegidas pelos próximos 50 anos. 

Após assumir em 2013, Xi Jinping usou a crescente influência econômica da China como impulso para uma política externa cada vez mais poderosa e de restrição às liberdades em Hong Kong, em outros territórios semiautônomos e na própria China Continental. Os protestos em Hong Kong são, por sua vez, um desafio aberto às comemorações dos 70 anos de comunismo chinês.

O editor assistente de Internacional do Estadão, Luiz Raatz fala sobre o conflito entre Hong Kong e China no vídeo abaixo.

O texto possibilita um trabalho interdisciplinar para as disciplinas de Ciências Humanas: Geografia, História e Sociologia. Levanta também a discussão do tratamento jornalístico dado a uma informação, na área de Linguagens.

 PROPOSTAS DE ATIVIDADES

 1 – Júri simulado 

Organize com os alunos um júri simulado de uma instância das Organizações das Nações Unidas (ONU). Neste contexto, os estudantes podem simular, com pesquisas extras, a posição da China e dos habitantes de Hong Kong. A ideia é que discutam a questão da repressão às manifestações, o status de Hong Kong e seu valor econômico após a crise financeira de 2008. Os alunos devem analisar os prós e contras da situação e debater uma possível solução para o conflito.

 2- Seminário de História 

Apresente a reportagem aos alunos e, a partir dela, aprofunde os elementos que estão inseridos neste contexto geopolítico. Em seguida, divida a turma e peça para que os grupos pesquisem de forma mais aprofundada alguns temas:

  • Revolução Chinesa
  • Líderes chineses
  • Geopolítica e Territórios da China
  • Ambições econômicas chinesas no século 21

O professor deve orientar a pesquisa dos alunos, discutindo quais são as fontes mais apropriadas e com credibilidade para desenvolver a atividade. Após a pesquisa, os grupos podem organizar um seminário para apresentação aos demais colegas, ampliando o debate e ajudando na fixação do tema. Caso haja possibilidade e ferramentas disponíveis, o seminário pode ser apresentado no formato audiovisual. 

 3 – Debate

Proponha que a turma faça a leitura da reportagem para analisar as visões de mundo tratadas na matéria e como ela foi construída, levando em conta o tipo de discurso e de linguagem escolhidos. 

4 –  Conceitos básicos 

A notícia é uma boa oportunidade para abordar conceitos como comunismo, socialismo e capitalismo, com efeitos práticos no mundo atual e em conexão direta com a atualidade.

 

Disciplinas envolvidas: História, Geografia, Sociologia, Português.

Anos em que as habilidades podem ser trabalhadas: ensino médio

Referências na BNCC: Linguagens e suas Tecnologias: EM13LGG101,  EM13LGG102, EM13LGG303*, Ciências Humanas e Sociais Aplicadas: EM13CHS202, EM13CHS204, EM13CHS205*

*(EM13CHS202) Analisar e avaliar os impactos das tecnologias na estruturação e nas dinâmicas de grupos, povos e sociedades contemporâneos (fluxos populacionais, financeiros, de mercadorias, de informações, de valores éticos e culturais etc.), bem como suas interferências nas decisões políticas, sociais, ambientais, econômicas e culturais.

(EM13CHS204) Comparar e avaliar os processos de ocupação do espaço e a formação de territórios, territorialidades e fronteiras, identificando o papel de diferentes agentes (como grupos sociais e culturais, impérios, Estados Nacionais e organismos internacionais) e considerando os conflitos populacionais (internos e externos), a diversidade étnico-cultural e as características socioeconômicas, políticas e tecnológicas.

(EM13CHS205) Analisar a produção de diferentes territorialidades em suas dimensões culturais, econômicas, ambientais, políticas e sociais, no Brasil e no mundo contemporâneo, com destaque para as culturas juvenis.

(EM13LGG101) Compreender e analisar processos de produção e circulação de discursos, nas diferentes linguagens, para fazer escolhas fundamentadas em função de interesses pessoais e coletivos.

 (EM13LGG102) Analisar visões de mundo, conflitos de interesse, preconceitos e ideologias presentes nos discursos veiculados nas diferentes mídias, ampliando suas possibilidades de explicação, interpretação e intervenção crítica da/na realidade. 

(EM13LGG303) Debater questões polêmicas de relevância social, analisando diferentes argumentos e opiniões, para formular, negociar e sustentar posições, frente à análise de perspectivas distintas.

O Estadão na Escola é parte de uma parceria com o Instituto Palavra Aberta, entidade sem fins lucrativos que lidera o EducaMídia, programa de educação midiática dedicado a formar professores e produzir conteúdos sobre o tema. A parceria é coordenada por Daniela Machado e Mariana Mandelli.

O material teve a colaboração de André Peron, professor de Geografia do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Santa Catarina.

 

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