Biologia e Geografia na discussão do VAR no futebol

Biologia e Geografia na discussão do VAR no futebol

Mateus Figueiredo e Luiz Carlos Pavão, especiais para o Estado

15 de outubro de 2019 | 14h25

O árbitro assistente de vídeo no futebol é uma das maiores revoluções no emprego da tecnologia artificial nos últimos tempos. Mas até onde vamos? Quais os próximos passos?

Foi esse o exercício feito pelo repórter do Estadão Bruno Romani, que ainda lançou o questionamento: é possível que as máquinas se desenvolvam a ponto de substituir a figura do árbitro? A reportagem mostra que sim e indica os caminhos para a evolução da inteligência artificial.

Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Um juiz eletrônico poderia ser capaz de analisar imagens como as captadas pelas câmeras de TV e chegar às próprias conclusões sobre se houve falta, pênalti ou impedimento em um lance específico. Na sala de aula, o professor pode estabelecer as conexões entre o avanço tecnológico, a Biologia e a Geografia.    

PROPOSTAS DE ATIVIDADES

1 – Do VAR à produção de alimentos

Propor a discussão sobre como a Inteligência Artificial já está inserida em toda a cadeia produtiva. É possível começar pela arbitragem do futebol, passar pelo desenvolvimento de carros autônomos e chegar até a produção de alimentos, com a adoção de máquinas independentes. 

2- Quais profissões devem acabar?

Organizar um exercício em que os alunos apresentam individualmente uma profissão que eles imaginam que não existirá mais no futuro. Inserir, assim, a reflexão sobre as relações de trabalho na atual configuração do capitalismo. Alguns pontos que podem ser discutidos são o desemprego estrutural, a retenção de empregos mesmo em países com alto nível tecnológico, a hipertrofia do setor terciário e a adoção do trabalho doméstico. 

3 – As redes neurais biológicas e a Inteligência Artificial

Discutir em aulas que tratam do sistema nervoso, especificamente das redes neurais, se seria possível a construção de uma máquina que reproduzisse a complexidade do pensamento humano. Também é possível fazer relações de mecanismos presentes nos equipamentos eletrônicos com os do corpo humano, por exemplo, os impulsos elétricos que desempenham um papel parecido com a bomba de sódio e potássio. 

4- Futuro da Medicina

A possibilidade de diagnósticos médicos feitos totalmente por máquinas no futuro poderia motivar uma boa discussão em sala de aula. Os alunos podem pesquisar quais funções as máquinas já exercem na medicina e iniciar um debate. Seria possível modificar o código genético previamente? Antecipar doenças? Qual seria o impacto de uma automação mais agressiva na medicina?

O repórter Bruno Romani explica nesse vídeo como elaborou a matéria.

Disciplinas envolvidas: Biologia e Geografia.

Anos em que as habilidades podem ser trabalhadas: ensino médio

Referências na BNCC:  Ciências Humanas e Sociais Aplicadas – EM13CHS202; EM13CHS401*

Ciências da Natureza – EM13CNT304; EM13CNT308*

 

*(EM13CNT304) Analisar e debater situações controversas sobre a aplicação de conhecimentos da área de Ciências da Natureza (tais como tecnologias do DNA, tratamentos com células-tronco, produção de armamentos, formas de controle de pragas, entre outros), com base em argumentos consistentes, éticos e responsáveis, distinguindo diferentes pontos de vista.

(EM13CNT308) Analisar o funcionamento de equipamentos elétricos e/ou eletrônicos, redes de informática e sistemas de automação para compreender as tecnologias contemporâneas e avaliar seus impactos. 

(EM13CHS202) Analisar e avaliar os impactos das tecnologias na estruturação e nas dinâmicas das sociedades contemporâneas (fluxos populacionais, financeiros, de mercadorias, de informações, de valores éticos e culturais etc.), bem como suas interferências nas decisões políticas, sociais, ambientais, econômicas e culturais.

*(EM13CHS401) Identificar e analisar as relações entre sujeitos, grupos e classes sociais diante das transformações técnicas, tecnológicas e informacionais e das novas formas de trabalho ao longo do tempo, em diferentes espaços e contextos.

O Estadão na Escola é parte de uma parceria com o Instituto Palavra Aberta, entidade sem fins lucrativos que lidera o EducaMídia, programa de educação midiática dedicado a formar professores e produzir conteúdos sobre o tema. A parceria é coordenada por Daniela Machado e Mariana Mandelli.

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