Bullying – Existe na Educação Infantil?
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Bullying – Existe na Educação Infantil?

Escola Vilaplay

15 Maio 2017 | 13h54

 

Bullying é a prática de atos violentos, intencionais e repetidos, contra uma pessoa indefesa, que podem causar danos físicos e psicológicos às vítimas. O termo surgiu a partir do inglês bully?, palavra que significa tiranobrigão ou valentão, na tradução para o português.

No Brasil, o bullying é traduzido como o ato de bulirtocarbatersocarzombartripudiarridicularizar, colocar apelidos humilhantes e etc. Essas são as práticas mais comuns do ato de praticar bullying. A violência é praticada por um ou mais indivíduos, com o objetivo de intimidar, humilhar ou agredir fisicamente a vítima.

 Alguns podem achar que, por serem tão pequenas, crianças da Educação Infantil não praticam o bullying. No entanto, especialistas alertam que a conduta inadequada pode ocorrer nessa fase também.

Crianças pequenas brigam entre si, normalmente para disputar algo ou a atenção de alguém. Essa conduta faz parte e deve ser encarada com naturalidade – e tratada com o cuidado que merece, mostrando a importância do respeito e de se fazer acordos.

Mas, segundo Adriana Ramos, pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp),  existem situações que saem da curva do que faz parte do desenvolvimento infantil. São posturas agressivas e humilhantes com relação ao outro. Um exemplo: a criança de quatro anos, vez ou outra, faz xixi na calça porque não consegue segurar. Alguns coleguinhas dão um apelido vexatório para ela, riem quando o problema acontece, apontam e chamam a atenção dos demais para o fato. Isto é bullying.

A fase em que situações assim podem acontecer é próxima aos três anos, quando a criança já sabe que ela é diferente dos outros.

A escola pode evitar o problema ressaltando, desde a Educação Infantil, a importância do respeito mútuo como um valor fundamental. Uma criança que não gosta de outra, tem de saber que não pode humilhá-la e desrespeitá-la. Essa ideia deve ser passada pelos educadores e cuidadores para que não se fomente comportamentos que persistam durante o desenvolvimento da criança.