Brincadeira é coisa séria! – parte 2

Brincadeira é coisa séria! – parte 2

Fernanda Tambelini

19 Outubro 2018 | 12h21

A brincadeira e as diferentes idades

Do nascimento até os 2 anos, as brincadeiras estimulam e satisfazem os sentidos. Cores, texturas, formatos, sons, aromas, gostos… Testar os efeitos de suas ações: jogar algo ao chão e tornar a pegá-lo muitas vezes.

A partir dos 2 anos, as crianças criam situações e imitam como se estivessem no mundo dos adultos. Veja a menina, imitando o regente desse coral nesse vídeo. Mesmo tão pequena, é observadora e já experimenta uma série de gestos e expressões.

Por volta dos 4 anos, têm brincadeiras mais complexas, que envolvem planejamento, pensamentos mais elaborados, diálogos e trocas com os colegas. A imaginação permite o uso de diferentes objetos para a criação de casinhas, garagens, pontes etc nos jogos de construção.

Veja que interessante. A mesma brincadeira que começa como uma imitação mais simples dos gestos dos adultos vai se tornando cada vez mais elaborada conforme a criança cresce.

Dos 3 aos 7 anos, as brincadeiras tradicionais infantis, como pega-pega, cabra cega, esconde-esconde, brincadeiras cantadas e jogos de tabuleiro, ganham espaço, pois as crianças são capazes de se envolver em jogos com regras.

Em nossa escola, as professoras exploram brincadeiras com regras que exigem muita organização e equilíbrio, como a amarelinha. Veja que interessante essa versão apresentada pelo Território do Brincar. Você já conhecia?

O que a criança prefere: brinquedo ou brincadeira?

Ao compreendermos a importância do brincar no desenvolvimento infantil, olhamos com admiração as (re)invenções, movimentos, relações e descobertas das crianças.

As brincadeiras espontâneas, que permitem à criança exercitar a imaginação, ganham outra dimensão. Uma barraca de lençol na sala de casa provavelmente será mais enriquecedora do que o brinquedo comprado pronto, que muitas vezes, com o apertar de um botão, “brinca sozinho”.

Os brinquedos podem ser ferramentas incríveis para o brincar. Mas se não houver o brinquedo propriamente dito, como o concebemos, a criança vai criá-lo com o que tiver ao redor. O que ela quer e precisa é da brincadeira!

Assista a um vídeo inspirador que apresenta as muitas funções de um material não estruturado.