“Vamos permitir que nossos filhos cresçam…”

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“Vamos permitir que nossos filhos cresçam…” “Eles crescem rápido demais e antes de piscar os olhos precisamos enxergar várias questões para termos tempo de ações durante o percurso …..” Rita Kalil

Os pais sempre sonham com o melhor para os seus filhos, porém, pensando em poupá-los, os superprotegem, gerando a dependência que poderá perdurar até a vida adulta.

Os filhos, em nome do amor, são socorridos em tudo prontamente, eliminando a possibilidade de tentarem resolver sozinhos os conflitos, tão naturais e ricos, da infância, que darão suporte para a resolução das situações futuras. Eles sabem que, aconteça o que acontecer, não serão responsabilizados, não precisarão fazer nada, tudo será resolvido… pelos pais.

Segundo Rita Kalil, “esquecemos talvez que, antes de nossos filhos conquistarem todas as vitórias, existe a caminhada e é nela que construímos e edificamos o futuro”.

As crianças necessitam aproveitar todas as vivências, conquistas, frustrações e experiências do cotidiano infantil. Os pais têm o papel de amá-las, conversar, ouvir, manter sempre o canal da comunicação aberto, orientá-las, mostrar caminhos e permitir que sejam independentes e responsáveis pelas suas ações, que vivenciem os erros e as consequências, os acertos, a espera, as conquistas e frustrações, os limites e as regras, pois é esse repertório de vivências que as ajudará a escolher caminhos mais responsáveis e seguros para as tomadas de decisões no futuro.

Vejam algumas ações que podem enriquecer a caminhada das crianças:

Conversem sempre com os filhos, indiquem os limites, as regras e a importância de segui-las. Afinal, são as regras e os limites que nos dão a sensação de segurança.

Mantenham a rotina, pois é através dela que a estrutura psíquica e física das crianças se organiza.

Estimulem o cuidado com as tarefas escolares, com os seus pertences e ações. Permitam que assumam a responsabilidade e as consequências pelo que fazem ou deixam de fazer (de acordo com a idade).

Valorizem as atitudes que devem ser valorizadas. Ajudem os filhos a tomar consciência das atitudes que precisam melhorar e tracem planos para que isso aconteça.

Ensinem os filhos a assumir as suas ações, tanto no que fazem, como no que deixam de fazer. Fiquem atentos, não realizem as tarefas por eles, nem justifiquem a não realização das mesmas.

Estimulem a colaboração dos filhos no dia a dia da família, aprendendo a arrumar a própria cama, guardar a sua roupa, tomar banho sozinho (de acordo com a idade), escovar os dentes… Mostrem a importância dessa ajuda para a vida.

Evitem atender prontamente todos os desejos dos filhos, para que possam aprender a esperar e perceber que nem sempre é possível termos tudo o que queremos, no momento em que desejamos.

Sejam os modelos. Fiquem atentos às suas ações, pois elas transmitem muito mais do que palavras para os filhos.

Conversem, brinquem e ouçam o que os filhos têm para dizer. Isso ajudará a criar o diálogo e construir uma relação de confiança entre vocês. É importante salientar que os limites e a posição final é dos pais. Quando os pais discordam do ponto de vista dos filhos, devem colocar-se e indicar o caminho correto para eles.

Permitam que os filhos vivenciem as suas experiências, conquistas, frustrações e consequências para poder crescer.

Cuidem para que os filhos recebam amor, compreensão, apoio e uma convivência de respeito e harmonia, para que cresçam felizes e seguros.

Nesse percurso maravilhoso e desafiador, os pais também precisam crescer para permitir que os filhos cresçam…

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