Será mesmo que a ‘zoeira’ não tem limites? – Prevenindo o Cyberbullying
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Será mesmo que a ‘zoeira’ não tem limites? – Prevenindo o Cyberbullying

Escola Eduque

10 de maio de 2019 | 17h30

Em março, participamos de uma formação sobre cyberbullying, oferecida pela empresa parceira Zoom Education. O evento teve por objetivo dar início ao Movimento Mobilizador Internet com Ética. Esse movimento procura, por meio da pergunta disparadora “Será mesmo que a ‘zoeira’ não tem limites?”, levantar reflexões e construir práticas pautadas no respeito, na ética, na cidadania. Pretende ainda prevenir o cyberbullying ao informar alunos e famílias sobre os riscos para quem o comete e sobre como evitá-lo também no papel de vítima.

Segundo a Organização Não-Governamental SaferNet, o cyberbullying é a principal causa de reclamações no site da ONG. É muito importante que a família e a escola orientem e acompanhem as crianças e os adolescentes e sigam as instruções de idade para o uso de redes sociais e aplicativos.

Apesar da Eduque ser uma escola especializada na infância, não permitindo que os alunos tragam celulares,  entendemos ser também de nossa responsabilidade prepará-los para a adolescência e seus desafios, assuntos que são abordados periodicamente na rotina dos alunos de 5º ano nas aulas de Orientação Educacional e por meio do Projeto The End, que prepara as turmas para a mudança de escola e de ciclo educacional no 6º ano.

Os recursos tecnológicos disponíveis para as aulas são controlados pela equipe de tecnologia e pedagógica, que avalia e orienta as restrições a sites, aplicativos e conteúdos inapropriados, bem como o uso de chats e redes sociais.

O bullying define-se com um ato de violência física ou psicológica, intencional e repetitivo, que ocorre sem motivação evidente, praticado por indivíduo ou grupo, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidá-la ou agredi-la, causando dor e angústia à vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.

O cyberbullying é definido como intimidação sistemática na rede mundial de computadores, quando se usarem os instrumentos que lhe são próprios para depreciar, incitar a violência, adulterar fotos e dados pessoais com o intuito de criar meios de constrangimento psicossocial.

As ações da Escola visam o desenvolvimento socioemocional e o fortalecimento do aluno para expressar seus sentimentos e respeitar as diferenças desde cedo.  Orientamos os nossos alunos a resolver pequenos conflitos e procurar ajuda de um adulto sempre que necessário. Em parceria com a Zoom Education, aplicaremos jogos (físicos e virtuais) com os alunos do 5º ano que trazem o tema Cyberbulling, além de promover o Dia da Mobilização da Internet com Ética na Eduque, contemplando rodas de conversa sobre as redes/comunicadores sociais e seus impactos no ambiente no qual estão inseridos.

Separamos algumas dicas para os pais:

  1. Estejam envolvidos e acompanhem a vida escolar, social e digital de seu filho.
  2. As mesmas regras estabelecidas na família e em casa devem ser aplicadas em diferentes ambientes, assim como nas redes sociais e aplicativos de comunicação.
  3. Os pais podem buscar ferramentas de controle parental na web que protegem as crianças de conteúdos inadequados, pois muitas vezes elas manuseiam tablets e computadores sozinhas para procurar desenhos, vídeos, fazer pesquisas e lições de casa.
  4. Respeitem as regras da Escola quanto ao uso de celulares dentro e fora de sala de aula e sigam as orientações das redes para permitir que seu filho tenha um perfil:

Facebook e Instagram: idade mínima: 13 anos. Os perfis que não preenchem o requisito de idade podem ser denunciados por outros usuários e, após avaliação dos administradores, podem ser excluídos. Quem cria perfil nestas redes deve concordar com a Declaração de Direitos e Responsabilidades. O usuário compromete-se a não incluir informações falsas, criar perfis para terceiros sem autorização e afirma que tem a idade mínima para se cadastrar. Nos termos de uso, também está descrita a proibição de publicação de conteúdos que sugiram violência, nudez, discriminação, atos ilegais, transgressões e ódio. Publicações com esse conteúdo citando outros perfis podem ser consideradas como cyberbullying.

Whatsapp: idade mínima: 16 anos. Nos Termos de Serviço, o aplicativo deixa clara a exigência da idade mínima.

  1. Ao criar um perfil em redes social (seguindo a idade mínima) ou app para seu filho, leia com ele documentos como a Declaração de Direitos e Responsabilidades, conversando sobre o que é fazer parte de uma rede social e de comunicação e os impactos e consequências dos atos e publicações para o adolescente e para a família.
  2. Estabeleça diálogo em família desde a infância, para que, na adolescência, conversar sobre sentimentos, dúvidas e ocorrências seja parte da rotina.

 

Juliana Sales – Coordenadora Ensino Fundamental

Felipe Rubião – Supervisor de Tecnologia

Escola Eduque