Limites desde cedo…
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Limites desde cedo…

Escola Eduque

15 Agosto 2016 | 17h53

AG6_8696Não é à toa que já diziam os mais antigos: “é de pequenino que se torce o pepino!” – uma metáfora um tanto inevitável quando se fala em limites, principalmente nos dias de hoje, assunto extremamente discutido entre os pais em casa, grupos de pais em redes sociais, ou em palestras, nas escolas, entre outros.
Os bebês fazem suas próprias construções por meio da brincadeira, do relacionamento, do estabelecimento de vínculos e de situações prazerosas que auxiliam na organização das ideias e sentimentos sobre o mundo, pessoas e sobre si mesmos. É assim, desde a mais tenra idade e através do outro, do modelo daquele mais experiente, que é possível aprender o que é certo ou errado na sociedade em que vive.
Crianças não sabem quais os melhores alimentos que se deve ingerir, o melhor horário para dormir, a importância da higiene ou mesmo qual o melhor brinquedo para sua idade. Para a realização de seus desejos imediatos, utilizam-se dos instrumentos que têm: o choro, a birra, o grito e a manha. Neste sentido, não ceder a tudo, auxiliá-las a desenvolver a capacidade de esperar e reagir com tranquilidade diante das frustrações é um ato de respeito e dever de todos aqueles que fazem parte de suas vidas.
Atualmente, o receio de traumatizá-las ao dizer NÃO tem aberto precedentes aos mandos e desmandos das crianças, que reinam em seus lares de forma desgovernada. Afinal, são deixadas a cargo delas decisões que não têm maturidade para tomar. Suas experiências de vida são limitadas, fazendo com que suas decisões sejam unilaterais, não levando em conta o direito, desejos e sentimentos dos outros.
Educar é ensinar à criança os limites de se viver em sociedade, é torná-la um adulto capaz de tomar decisões e de se colocar no mundo.

Vale ressaltar algumas ações dos adultos que contribuem para o estabelecimento de limites:
• ensinar que os direitos são iguais para todos;
• ensinar que existem outras pessoas no mundo;
• mostrar à criança que seus direitos acabam onde começam os direitos dos outros;
• dizer “sim” quando for possível;
• dizer “não” sempre que necessário, ou seja, quando houver uma razão concreta;
• possibilitar que a criança vivencie situações em que exercite a convivência e não apenas situações em que o seu desejo e o seu prazer sejam as únicas coisas que contam;
• ensinar a tolerar frustrações;
• ensinar que cada direito corresponde a um dever;
• dar o exemplo.

Gabriela Bento, Pedagoga (PUCSP), especialista em Educação Infantil (Escola da Vila). Coordenadora Pedagógica da Escola Eduque.

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