“Aqueles que não acreditam em magia nunca irão encontrá-la.” Roald Dahl
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“Aqueles que não acreditam em magia nunca irão encontrá-la.” Roald Dahl

Escola Eduque

28 Março 2017 | 16h29

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Em tempos onde a racionalidade está cada vez mais difundida, um autor do universo infanto-juvenil, que explora em seus livros a criação de um mundo fantástico, se destaca dentre muitos que oferecem uma esperança para a possibilidade do imaginar. As obras do consagrado autor Roald Dahl, nascido no País de Gales em 1916, trazem a força do criar inserida em uma literatura imaginativa, onde palavras inventadas são o meio de expressão, que caminham ao lado de personagens irreverentes, como o conhecido Willy Wonka ou até mesmo o Bom Gigante Amigo.

A força criada por Roald Dahl para impulsionar o imaginário de crianças e adultos teve origem em sua própria vida. Suas histórias evocam reflexos de seu período escolar, como em A Fantástica Fábrica de Chocolate (1964) onde o autor tinha a chance de experimentar os chocolates ‘Cadbury’ em sua escola, e em seus belos personagens retratados como valentões, fortes e corajosos, sempre refletindo sua vivencia diante da escola.

A preocupação em escrever obras em que crianças são protagonistas representadas como sensatas, razoáveis e sábias como em Matilda (1988), é uma constante nos livros de Dahl.

O seu primeiro livro para crianças, Os Gremlins foi publicado em 1943, o livro foi comissionado por Walt Disney para a produção de um filme. Dahl criou muitas histórias infantis ao longo do século XX, tais como James e o Pêssego Gigante, O BGA – O Bom Gigante Amigo (1982), Os Pestes (1980), O Dedo Mágico (1966), O remédio maravilhoso do Jorge (1981), As bruxas (1983) e no campo da poesia infantil publicou obras como Revolting Rhymes (1982) e Dirty Beasts (1983). Como romance, publicou Meu Tio Osvaldo (1979). Como contos, publicou Beijo (1959) e Tales of the Unexpected (1979) e as citadas anteriormente.

Por todos estes motivos, a Eduque valoriza a importância deste autor como referência no processo de educação, com a inclusão de suas obras clássicas no currículo do Ensino Infantil e Fundamental. A partir do trabalho de leitura mediada pelas professoras, os alunos são incentivados a compreender um texto mais complexo, com vocabulário elaborado e que amplia os saberes, discutir sobre a construção de cada personagem e seu papel dentro da narrativa literária, antecipar acontecimentos a partir das pistas textuais, além de deleitar-se com o prazer de ter acesso a clássicos literários de alta qualidade estética.

Ana Maria Machado, em seu livro “Como e por que ler os Clássicos Universais desde cedo” , descreve: “Os clássicos são livros que exercem uma influência particular quando se impõem como inesquecíveis e também quando ocultam nas dobras da memória, mimetizando-se como inconsciente coletivo”.
Assim, não basta apenas a escolha de livros com excelente potencial de leitura, é papel da escola e de seus educadores possibilitar aos alunos esse olhar crítico, contextualizado, e que amplie sua bagagem, incorporando outras leituras e criando uma rede de saberes.

Para que esse conjunto de competências seja ampliado, desde cedo, adotamos um título para cada série, como Os Pestes e o BGA para o Infantil 4 e 5, Matilda, As Bruxas, A fantástica fábrica de chocolate, Os Minpins e James e o pêssego gigante para o Fundamental.

Homenageamos, no ano passado, o Centenário do autor, na tradicional Feira do Livro da Eduque, que aconteceu em agosto de 2016. Assim, relacionamos o fazer escolar aos acontecimentos globalizados, quando, no País de Gales houve grandes comemorações e o BGA, eleito pela fundação Book Trust um dos três melhores livros para crianças de todos os tempos em língua inglesa, teve sua adaptação para o cinema.

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