Novas dinâmicas e desafios do modelo híbrido de ensino-aprendizagem em 2021

Escola da Vila

18 de fevereiro de 2021 | 09h43

Depois de quase um ano inteiro de aulas remotas (combinadas ou não com momentos presenciais), é possível afirmar que também as escolas aprenderam muito ao longo de 2020. Os desafios foram grandiosos, assim como as experiências e os aprendizados construídos. Após o susto inicial, houve tempo para estudar, explorar, testar e aprimorar novas práticas pedagógicas, condizentes com as necessidades do presente.

Atividades que costumavam funcionar muito bem no espaço físico da escola perderam relevância no ensino a distância, da mesma forma que outras propostas se mostraram extremamente potentes e proveitosas. A constante reelaboração dos currículos e dos planos de aula foi algo que sempre esteve presente nas dinâmicas da Escola da Vila. É comum que revisões e adaptações precisem ser feitas diante de novos contextos ou mesmo das necessidades particulares de cada turma.

Com a chegada da pandemia e do distanciamento social, esse processo ganhou novos contornos e, claro, muita urgência. Aos poucos, foi possível desenvolver soluções que, com criatividade e comprometimento por parte da equipe da Vila, garantiram que as restrições impostas ao convívio escolar presencial não se convertessem em grandes perdas na formação e no desenvolvimento dos alunos e alunas.

Laís Oliveira, coordenadora do Ensino Fundamental I da Escola da Vila, conta que o ano letivo de 2021 será iniciado dando especial atenção ao compartilhamento de experiências vividas ao longo do ano passado, bem como aos novos protocolos e combinados de convivência, a serem seguidos em situações presenciais.

Cada criança e cada adolescente viveu de maneira singular os acontecimentos e as exigências impostas pela pandemia. Dedicar tempo e espaço à troca e à reflexão, respeitando as características de cada faixa etária, é fundamental para que os alunos e alunas sintam-se acolhidos e conheçam as situações de seus colegas.

Os impactos psicológicos causados pela pandemia ainda estão sendo sentidos e mapeados por todos e todas. Trata-se de um tema bastante delicado, que no caso das novas gerações requer acompanhamento sistemático por parte de profissionais. É preciso que haja confiança de ambas as partes, educadores e educandos, para que questões emocionais sejam divididas e tratadas no interior da comunidade escolar (daí a importância desses momentos de partilha e acolhimento).

Na busca por construir situações que façam os alunos e alunas se sentirem acolhidos e confiantes, a Vila foi encontrando diferentes maneiras de conversar com os estudantes, conforme suas idades e necessidades. Com as crianças, por exemplo, jogos e atividades lúdicas que funcionam bem no formato digital mostram-se uma excelente forma de abrir espaço para o diálogo.

Outro aspecto que será abordado coletiva e individualmente com o devido cuidado é o estabelecimento de rotinas de estudo. Com a pandemia, a organização das atividades dos estudantes ao longo do dia sofreu grandes alterações, seja por conta da própria rotina das famílias, seja porque eles não estavam acostumados a realizar todas as atividades escolares em casa.

Neste momento em que o ensino-aprendizagem continuará acontecendo de maneira híbrida, ou seja, combinando aulas presenciais com encontros remotos, a ajuda da escola é crucial para que as crianças e os jovens se organizem e consigam seguir algum tipo de planejamento diário – o que, a depender da idade, deve ser feito também com o acompanhamento dos responsáveis.

Quanto menores as crianças, mais elas precisam de assistência para acessar as aulas e realizar as atividades propostas para casa. Algumas coisas foi possível ensiná-las, outras ainda dependem da participação de um adulto. Continuar entendendo e monitorando as possibilidades que cada criança possui de acompanhar as aulas também consiste em uma das preocupações centrais da Escola da Vila neste momento.

Para tanto, ter canais de comunicação permanentemente abertos tanto para os estudantes quanto para as famílias acessarem a escola é indispensável. Se esta sempre foi uma preocupação da Vila, agora, mais do que nunca, a disponibilidade das equipes pedagógicas e administrativas é ainda maior.

É preciso levar-se em consideração que ensinar e aprender virtualmente não é a mesma coisa que ensinar e aprender dentro da escola. Pelo computador, a interação entre pares e a percepção dos professores e professoras sobre seus alunos e alunas é diferente.

Não é fácil garantir que as informações trabalhadas em aula estejam chegando com clareza do lado de lá da tela, principalmente quando há uma câmera desligada ou mal enquadrada. Por isso, sempre que necessário, a Vila está dimensionando os estudantes em subgrupos, para incentivar a participação de cada estudante e possibilitar um olhar mais atento por parte do corpo docente.

Lidar com novos desafios não é novidade para a Escola da Vila, que tem como seu maior objetivo oferecer uma formação integral de qualidade. Dessa vez, não teria porque ser diferente. A boa preparação das equipes e as experiências anteriores com ambientes virtuais de aprendizagem reforçam a certeza de que 2021 será um ano de vivências muito valiosas na escola.

A Vila está de portas abertas para todos e todas que desejem conhecê-la melhor. Venha fazer parte de nossa comunidade escolar!

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.