Na educação remota, ensino também deve considerar a diversidade

Na educação remota, ensino também deve considerar a diversidade

Escola da Vila

13 de maio de 2020 | 16h49

Equipe pedagógica da Escola da Vila propõe atividades diversificadas para contemplar as diferenças entre alunos e alunas; algumas estratégias serão incorporadas após a quarentena.

Durante a quarenta, a Escola da Vila tem utilizado a educação remota para dar continuidade a suas atividades pedagógicas. Assim como acontece nas aulas presenciais, o trabalho considera as diferenças entre os estudantes e segue feito de acordo com as necessidades de cada um, com ajustes nos materiais, estratégias de ensino, objetivos e conteúdos, sempre que necessário.

“A Vila tem quatro grandes valores que sustentam o seu projeto pedagógico. Além do conhecimento, autonomia e cooperação, há também a diversidade. Partimos da premissa que os alunos são diferentes e que o ensino nunca deve ser igual para todos”, diz Marília Costa, diretora da unidade da Granja Viana. “Isso vale tanto para a educação remota quanto para a presencial.”

As atividades para os estudantes têm sido postadas no ambiente virtual de aprendizagem (AVA), que já era usado antes da quarentena pelas turmas a partir do 6º ano. As lições específicas para os alunos que têm alguma dificuldade também são colocadas nessa plataforma, com os ajustes necessários. Elas são direcionadas para um grupo ou pessoa, de modo que cada estudante visualiza no AVA o que foi planejado para ele.

Para apoiar o aluno no ensino remoto, a equipe de orientação e os professores estão ainda mais próximos desses estudantes. “Eles telefonam, fazem videoconferência e atendimento individualizado. Já tínhamos essa proximidade no presencial, e ela se intensificou ainda mais no remoto”, conta a diretora. “Contamos com profissionais de apoio, como professores auxiliares e assistentes de orientação, para dar suporte aos professores nas atividades com esses alunos”.

No Ensino Fundamental II, uma dessas uma dessas estratégias para contemplar as diferenças entre os estudantes foi incluir nos enunciados dos exercícios a versão em áudio. “Além de ajudar os alunos com dificuldade na leitura, por exemplo, essa explicação a mais facilitou o entendimento de todos os outros”, explica Marília. O fórum de dúvidas, além da versão escrita, também passou a ter uma versão em áudio, que permite que o estudante grave a sua dúvida e o professor grave a resposta.

Instruções verbais sobre as atividades também foram enviadas às turmas do Fundamental I, em vídeos ou arquivos de áudio. Isso permitiu maior autonomia para as crianças fazerem as lições, sem recorrer tanto aos pais. A diretora destaca ainda que alguns alunos que tinham dificuldade de expressão no presencial conseguiram se comunicar melhor remotamente, o que abre a possibilidade para outras maneiras de interação e expressão quando voltarmos ao ensino presencial.

“São estratégias de educação a distância inicialmente pensadas para aqueles que têm mais dificuldade, mas que acabaram auxiliando a todos. Aprendemos muito nesse processo, e alguns desses aprendizados vão ser incorporados posteriormente. Temos que tirar as coisas boas da crise, e esse legado vai ficar”, afirma Marília.

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