Equilíbrio entre propor desafios e dar segurança – o que deve nortear as famílias na decisão pela Escola para os jovens

Equilíbrio entre propor desafios e dar segurança – o que deve nortear as famílias na decisão pela Escola para os jovens

Escola da Vila

30 de setembro de 2020 | 16h23

O trabalho desses dois elementos com alunos e alunas do Ensino Fundamental II e Médio refletem na vida depois da escola.

No processo de escolha da escola para os jovens do Ensino Fundamental II e Médio, algumas considerações e reflexões são necessárias por parte dos responsáveis. Isso porque, nessa faixa etária, acontece uma evolução expressiva na trajetória escolar em direção ao que, posteriormente, vai se tornar a formação acadêmica.

“Por mais que no Fundamental II essa realidade pareça distante, aí já começam a se assentar algumas bases que vão servir para o Ensino Médio e para a vida depois da escola”, diz Fermín Damirdjian, orientador educacional do Ensino Médio da Escola da Vila.

Nesse contexto, segundo o orientador, é importante que o estudante e a família encontrem um cenário que proporcione segurança para esses desafios intelectuais que vão aumentar significativamente. “Nessa etapa, os alunos e alunas estão num caminho que é o da formalização dos conhecimentos, por exemplo, conteúdos de matemática em fórmulas e conceitos das ciências naturais e humanas em determinadas nomenclaturas. Isso inclui também estruturas mais sofisticadas de textos e raciocínios lógicos e verbais mais elaborados”.

Para enfrentar os desafios que vão sendo colocados, a relação dos alunos e alunas com os professores é um ponto crucial. “Os mesmos professores que oferecem desafios têm de dar segurança também, inclusive, para os estudantes aprenderem a pedir ajuda e formular dúvidas. Esse equilíbrio entre exigência e segurança é essencial, e cada família deve saber como seu filho se sente na escola em relação a isso.”

A escolha da escola pautada nesses parâmetros se torna ainda mais relevante num momento em que pairam, por conta da pandemia, incertezas e inseguranças em âmbito global, como poucas vezes se viu. “A realidade que esses estudantes estão encontrando é a de um mundo muito estranho, onde os mais velhos passaram a trabalhar dentro de casa e a escola acontece por meio da tela do computador. Não se sabe que tipo de impacto tudo isso vai causar nas crianças e nos adolescentes, mas se sabe que algum efeito haverá, seja em relação à aprendizagem ou à convivência social.”

Para Fermín, os alunos, alunas e suas famílias devem conseguir atravessar esse período, olhar para trás e dizer que houve déficits, prejuízos e dificuldades, mas que puderam ser superados com a ajuda da escola. “Quando se reconhecem as ferramentas pessoais que foram implementadas para atravessar uma crise, também se reconhece algum crescimento, e isso é fundamental.”

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