Cenário do coronavírus leva a mudanças no calendário letivo e nas propostas pedagógicas

Cenário do coronavírus leva a mudanças no calendário letivo e nas propostas pedagógicas

Escola da Vila

30 de abril de 2020 | 10h52

Reabertura das escolas em São Paulo depende de plano municipal; Vila terá um programa de ação por segmento, e reflexão sobre a crise deve fazer parte das atividades na retomada.

Com a suspensão das aulas presenciais diante da pandemia do novo coronavírus, o calendário letivo deverá sofrer ajustes, o que vai depender das definições oficiais acerca da volta às aulas e como se dará a primeira etapa de retomada das escolas abertas. “Isso deve acontecer ainda sob regime de distanciamento social e em forte alinhamento com as diretrizes da secretaria da saúde e da vigilância epidemiológica de nosso município”, diz Fernanda Flores, diretora geral da Escola da Vila.

Ela explica que o governo estadual apresentou em linhas gerais o Plano São Paulo e, em 8 de maio, haverá um detalhamento maior. Mas serão as circunstâncias determinadas pela Prefeitura de São Paulo que darão o ritmo de reabertura das escolas na cidade.

“Estamos organizando um plano de reabertura geral da Vila que, para além das definições de medidas sanitárias, envolve uma readequação de mecanismos de diagnóstico e remediação dos processos de aprendizagem, de acordo com critérios e objetivos pretendidos a cada etapa da escolaridade”, afirma. De acordo com ela, serão consideradas também as necessidades específicas de cada segmento — por exemplo, suporte pedagógico e emocional para os alunos e alunas que encerram o Ensino Médio neste ano e passarão por exames externos.

Quanto ao período de férias, ela conta que a escola está em processo de definição, pois são muitas as variáveis, e que a ideia é informar as famílias sobre isso até o início de maio. “Inicialmente, precisamos cuidar da recepção, acolhimento e do bem estar mental e físico dos nossos estudantes e engajar as crianças e jovens nessa retomada”.

Segundo a diretora, outros aspectos importantes são que o foco da escola continue sendo no vínculo com o aprendizado e que o centro das preocupações da equipe docente seja que os alunos e alunas continuem aprendendo. Para isso, a cooperação é fator fundamental, seja ela entre estudantes, na forma de grupos de apoio e estudo e entre professores, alunos e alunas. “Nos tempos de retomada, vamos refletir sobre os projetos que fazem mais sentido, porque precisamos seguir pensando sobre esse momento em nossa história humana, coletiva e singular. Tudo isso deve compor as ações de reorganização das atividades nessa retomada.”

A diretora destaca que, para cada segmento, a Vila terá um programa de ação em um calendário ajustado às expectativas de aprendizagem para este ano, com a composição de tempos e espaços que respondam às preocupações da escola com a formação integral dos alunos e alunas, com respeito e consideração das diferenças, e sem um atropelamento desnecessário e demasiadamente carregado em tarefas e atividades, que podem interferir negativamente na manutenção do engajamento das crianças e jovens com a escola.

“Como sempre, a equipe docente da Vila trará propostas criativas e assertivas para a reconexão com a vida na escola, como ela se apresente. Ela não será a mesma, e temos de assumir isso para propor um projeto consistente e factível”.

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