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O Ensino Fundamental na BNCC

"Os educadores precisam se debruçar para a valorização das diferentes infâncias e adolescências, sabendo que os sujeitos estão em desenvolvimento e fazendo um percurso na educação básica", afirma Equipe Conviva Educação

Todos Pela Educação

05 Julho 2018 | 18h28

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“Estamos vivendo um momento efervescente no Brasil. Os desafios são muitos, mas os avanços também”, afirmou Aricélia Nascimento, coordenadora geral do Ensino Fundamental no Ministério da Educação (MEC) durante a videoconferência da plataforma Conviva sobre o Ensino Fundamental na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) realizada em 21 de junho (assista ao vídeo na íntegra aqui).

Ao lado da professora Marli Fernandes, Dirigente Municipal de Educação de Apucarana (PR), presidente da Undime/ PR e da Undime Região Sul, Aricélia retomou um cronograma de implementação da Base, indicando que até final de novembro as propostas curriculares de estados e municípios devem estar prontas para que então sejam iniciadas as formações continuadas dos educadores, a adequação dos materiais didáticos, as avaliações e o monitoramento. Complementou que no ano letivo de 2019 os planos de aula dos professores já devem colocar em prática essas diretrizes.
A seguir, você lê um resumo sobre os desafios e especificidades da implementação da BNCC no Ensino Fundamental apontados pela coordenadora no vídeo:

“Na BNCC, estão valorizadas as habilidades e competências que devem ser trabalhadas ao longo dos anos, a incorporação de temas contemporâneos, a integração entre as áreas e o diálogo entre os professores que lecionam para diferentes anos.
Para a implementação da BNCC com as turmas de ensino fundamental, período de atendimento dos estudantes entre o 1º e 9º anos, a elaboração dos currículos deve levar em conta:
– o desenvolvimento das dez competências gerais indicadas para toda a educação básica, desde a educação infantil ao ensino médio, com progressão ao longo do tempo;
– a abordagem das competências específicas e sua progressão durante os 9 anos do ensino fundamental;
– o foco nos cinco componentes curriculares: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e ensino religioso. É importante que o ensino dos conteúdos ligados a cada um deles seja integrado.

Além disso, a construção dos currículos feitos para os anos iniciais (1º ao 5º ano) e finais (6º ao 9º ano) também têm particularidades:
– o trabalho nos anos iniciais deve ter articulação com as experiências na educação infantil e a valorização das situações lúdicas de aprendizagem;
– o foco dos anos finais precisa ser a ampliação dos conhecimentos, com desafios de maior complexidade, dando outro significado para as aprendizagens dos anos iniciais, e o fortalecimento da autonomia dos adolescentes.

Os educadores precisam se debruçar para a valorização das diferentes infâncias e adolescências, sabendo que os sujeitos estão em desenvolvimento e fazendo um percurso na educação básica. Quanto menos rupturas e mais respeito para os momentos de vida, especificidades e necessidades de cada idade, melhor. As transições entre os anos iniciais e finais precisam ser contemplados nos currículos, além do ciclo de alfabetização já no 1º e 2º anos (e não mais em três anos, como indicado até então) e a correção da idade e ano (contribuindo com a aprendizagem dos estudantes em defasagem).

Estamos vivendo os 30 anos da constituição federal. A BNCC é um marco importante por retomar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), as Diretrizes Curriculares Nacionais e o Plano Nacional de Educação (PNE), além de incorporar a diversidade, os avanços sociais, a pluralidade, e os direitos e os objetivos de aprendizagem de nossas crianças e adolescentes.”

*Equipe Conviva Educação
Conviva Educação é uma iniciativa da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e de 12 institutos e fundações parceiros. A plataforma é um sistema de gestão gratuito que apoia o trabalho das secretarias municipais de educação. Para conhecer, acesse: www.convivaeducacao.org.br