Brasil está longe de cumprir meta do PNE de alfabetização de adultos
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Brasil está longe de cumprir meta do PNE de alfabetização de adultos

País ainda tem 13 milhões de analfabetos acima de 15 anos. Em 2001, eram 15 milhões

Todos Pela Educação

31 Agosto 2016 | 15h22

Pricilla Kesley/TPE

Pricilla Kesley/TPE

Segundo o Plano Nacional de Educação (PNE) 93,5% da população com mais de 15 anos deveria estar alfabetizada até 2015. Em sua meta 9, o PNE estabelece também que o país erradique o analfabetismo adulto até 2024.

Os últimos dados do IBGE indicam que a meta pode não ser cumprida: em 2014, o Brasil tinha 91,7% da população alfabetizada, percentual praticamente estagnado desde 2011, quando era 91,4%. Em números absolutos, o País ainda tem 13 milhões de analfabetos.

Comparando os dados do início da série histórica da Pnad, vemos que tem havido avanços, mas em ritmo muito lento. Em 2001, a taxa de alfabetização era de 87,6% – o número de analfabetos com mais de 15 anos era, então, 15 milhões.

Educadores apontam que alfabetizar adultos é desafiador porque eles já não estão em idade obrigatória de frequentar a escola e têm um contexto particular relacionado à idade, trabalho, motivação pessoal, entre outros aspectos. De acordo com dados da Pnad, 94,6% dos analfabetos têm 30 anos ou mais. Sem políticas específicas que levem em consideração as experiências de vida dessas pessoas, o país não vai conseguir alfabetizá-las.

A alfabetização é a condição básica para o exercício da cidadania e tem impacto não apenas na vida da pessoa alfabetizada. Estudos apontam que a escolaridade dos pais – especialmente das mães – é uma variável importante no desempenho escolar dos filhos.

Para acompanhar os levantamentos e análises sobre a alfabetização de jovens e adultos no País, acesse o Observatório do PNE.