Foco e concentração

Foco e concentração

Do Colégio

09 Dezembro 2016 | 17h19

Memorizar costumava ser sinônimo de decorar nomes, datas e fórmulas exigidos nas provas e chamadas escolares. Nas últimas décadas, porém, a neurociência avançou na descoberta sobre o funcionamento do cérebro. Chegou-se à conclusão de que é preciso estimular a memória, “malhar” como em uma academia, e não apenas decorar dados, textos e fórmulas. Atento a tais necessidades, os colégios do Grupo A Educacional adotaram o “Projeto Cogmed: Treinamento de Memória Operacional”, desde o segundo semestre deste ano.

Também conhecida como memória de trabalho, a memória operacional possibilita a realização de tarefas do dia-a-dia como discar um número de telefone ou recordar o nome de alguém que encontramos na rua – além de ser responsável pela compreensão da linguagem, raciocínio lógico e resolução de problemas.

No Colégio Concórdia, onde a meta era melhorar a capacidade de leitura, resolução de problemas de matemática e a compreensão de diálogos entre os alunos do 8º ano, a novidade também vem sendo positiva. “Os alunos tiveram alterações sensíveis em sua capacidade de concentração, foco, controle dos impulsos e diminuição do déficit de atenção”, diz o diretor, Edson Wander Eller. Ali, o treinamento, realizado três, quatro ou cinco vezes por semana, tem duração de 25, 35 ou 50 minutos por sessão.

Os alunos do Concórdia tiveram melhoras na concentração, controle dos impulsos, entre outros. Foto: Daniel Guimarães

Os alunos do Concórdia tiveram melhoras na concentração, controle dos impulsos, entre outros. Foto: Daniel Guimarães

No Liceu Santa Cruz, o Cogmed foi voltado aos alunos do 2º ano do Ensino Médio, os que estão em fase pré-vestibular. O professor de matemática Reginaldo Rodrigues da Silveira, tutor desse projeto no Liceu, relata que a atividade exige disciplina. “Os alunos gostaram e perceberam que, com dedicação, o aprendizado continua para a vida toda. Tivemos resultados bastante significativos. Alunos que mantinham nota 4, por exemplo, evoluíram para 6,5 e 7”, diz.

No Colégio Aprendendo a Aprender o projeto envolveu os alunos do 4º ano. Realizado coletivamente no Laboratório de Informática ou na sala de aula, com conexão wi-fi, a iniciativa teve carga horária estabelecida com exercícios de três a cinco vezes por semana, de cinco a 25 minutos cada.

Como reforça a professora de Informática do Colégio Horizontes, Patricia Delázari, a memória operacional, “por estar relacionada à capacidade de concentração e foco, é essencial para o aprendizado e outras habilidades voltadas ao desenvolvimento humano nos estudos, no trabalho ou em atividades cotidianas”.  No Horizontes, onde o Cogmed está sendo aplicado a alunos do 9º ano do Ensino Fundamental, que definiram a intensidade de seu treinamento, a tarefa é enfrentar desafios “gameficados” aplicados online durante 10 semanas.

“Os alunos se interessaram, se envolveram e participaram com prazer dos 25 minutos de desafios feitos a cada dia de treino, e mostraram uma evolução de nível de concentração”, completa Patricia Delázari.