Quintal Pomar: por árvores mais abundantes no Sidarta

Quintal Pomar: por árvores mais abundantes no Sidarta

Cris Marangon

26 Setembro 2018 | 10h01

No ano em que o Sidarta completa 20 anos, vinte novas mudas de árvores frutíferas são plantadas na escola. Esse é o legado dessa data tão especial

O Colégio Sidarta está em uma área de 42 mil m². Parte desse espaço é constituído de mata preservada (em torno de 10 m²). A escola é repleta de jardins cuidados pelos jardineiros e pela paisagista. Para integrar e unificar conceitualmente os jardins isolados, a instituição tem plantado árvores frutíferas.

Muitas delas estão ao redor das salas de aula. Segundo a paisagista Angélica Brückner, a medida evita que as salas fiquem quentes em dias ensolarados. Entre os benefícios, também está promover um campo de vida para a fauna local. “Temos aqui diversos pássaros, abelhas, saguis, lagartos, morcegos e muitos outros animais”, explica.

A preocupação do Sidarta em se harmonizar com a natureza que o cerca é constante. “Faz parte de nossas intenções reavivar a ecologia profunda colhendo o alimento no pé, aplicar o conceito agroflorestal de abundância, em que os sistemas são altamente produtivos e biodiversos, e aplicar os conceitos da permacultura, cuidando da terra, das pessoas e promovendo a partilha justa”, conta Angélica.

Sidarta 20 anos, vinte novos frutos

Para deixar o pomar do Sidarta ainda mais frutífero, no ano em que a instituição completa 20 anos, a escola ganhou 20 novas frutíferas. O presente foi de um pai Educação Infantil. “Com tanto espaço disponível, por quer não oferecer às crianças as mesmas experiências que seus pais ou seus avós tiveram em seus tempos de infância?”, questiona a diretora pedagógica Claudia Siqueira. “Era comum um pé de fruta no quintal de casa.”

As mudas têm origem em diversos lugares do mundo. “Tivemos o cuidado de trazer para a escola árvores que estão no nosso contexto alimentar, ou seja, que consumimos, mas que não conhecemos as árvores, como a jabuticaba, a lichia e a maçã”, explica Angélica.

Achachairu, Atemoia, Cambucá, Canela Sassafras, Castanha portuguesa, Fruta do milagre, Jabuticaba Sabará, Jaca, Logan, Lichia vermelha, Maçã, Pera, Mexerica, Abacate, Kiwi e Uva são os nomes das árvores doadas. O plantio começou no dia 28 de agosto, data do aniversário do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio, e termina no dia 26 de setembro, culminando com a entrada da Primavera.

Ao longo desse período, cada turma plantou a sua árvore. Além disso, professores e demais colaboradores também plantaram as suas. A ideia é que elas comecem a frutificar daqui a cinco anos. “As crianças vão poder colher os frutos e subir em seus galhos”, afirma Angélica. Já temos espalhadas no Quintal Pomar mais de 30 árvores frutíferas, plantadas e colhidas pela própria comunidade.